Segundo pesquisa do IBGE, mais de 50 milhões de pessoas vivem nos 463 municípios da zona costeira brasileira

Cerca de 50,7 milhões de brasileiros seguem a tendência mundial da população de ocupar áreas predominantemente próximas ao litoral e moram em municípios da zona costeira brasileira, o que representa 26,6% (1/4) dos habitantes do País. Os dados foram divulgados no Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil, divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em parceria com a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM).

De acordo com o estudo, os 463 municípios da zona costeira possuem 17,4 milhões de domicílios, dos quais 9,2% são de uso ocasional (usado para descanso de fins de semana, férias ou outro fim). Esse percentual nos outros municípios é de apenas 4,6%. A proporção é ainda maior em cidades como Balneário Camboriú (SC), onde 30,3% dos domicílios são de uso ocasional.

O atlas ainda indica que a ocupação humana da costa do Brasil causa impactos no bioma marinho e na sobrevivência das espécies que o compõem, tornando necessário definir as áreas de maior importância biológica, assim como as áreas prioritárias para conservação. Toda a costa do Eestado do Rio Grande do Sul e a parte mais ao sul de Santa Catarina, caracterizada por longas linhas de praias e restingas, relativamente pouco impactadas pela ação humana, estão classificadas como de alta importância biológica e áreas prioritárias para conservação. Quanto aos recifes, a região Nordeste é a que apresenta maior área prioritária para conservação. Ressalta-se que mais de 90% das áreas prioritárias de conservação estão fora das áreas abrangidas por unidades de conservação oficiais.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, os Estados que apresentavam maiores variedades de espécies marinhas exóticas (não naturais da região) em 2009 eram o Rio de Janeiro (36 espécies identificadas) e São Paulo (33). Elas podem causar grande desequilíbrio ecológico nos lugares onde se instalam, situação em que passam a ser consideradas como invasoras. Geralmente as espécies exóticas são introduzidas no Brasil inadvertidamente, transportadas na água de lastro ou mesmo fixadas no casco dos navios oriundos principalmente de portos da Ásia.

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