Um encontro com Dan Stulbach, o Mr. Hurricane

Não foi fácil marcar a entrevista com ele. Já havíamos conversado brevemente cerca de um mês antes. A primeira vez foi numa sexta-feira, fim de expediente. Sem que sequer cogitasse tentar agendar qualquer coisa no final de semana, de cara ele já foi avisando: sábado e domingo nem pensar. Achei prudente ligar apenas na terça. Outros finais de semana e várias terças se sucederiam antes que finalmente conseguíssemos nos encontrar.

Glenda Mezarobba |

Vinha pensando nisso, e nas inúmeras reportagens que havia visto ou lido sobre ele, ao entrar na rua Oscar Freire, nos Jardins, num agradável fim de tarde de outono, quando o avistei caminhando, tranqüilo, na companhia de um amigo, na calçada oposta à do café que escolheu para a nossa conversa. A despeito do trânsito, estávamos no horário. Procurei uma mesa na área interna e distrai-me com a profusão de grãos ofertados pelo cardápio. Não vi quando entrou. Só percebi que havia chegado ao olhar na direção contrária à entrada principal. Estava de pé, às voltas com o celular. Veio até a mesa, avisou que se ausentaria por alguns instantes para voltar logo em seguida. Sentou-se. Pediu uma água mineral e um café e concordou que ligasse o gravador. Eu, que já não o achava parecido com o famoso ator californiano, convenci-me definitivamente da ausência de semelhanças entre os dois. Disse isso a ele, que agradeceu a observação e passou a contar que na véspera havia participado de um encontro com os funcionários de uma grande editora. "Um cara começou falando: eu li um monte de coisas suas e tem umas contradições. Falei: juro que a culpa não é minha!" Achei engraçado alguém se preocupar com suas eventuais incoerências. "Às vezes, também, a pessoa vai escrever e entende de um jeito e não de outro." O comentário não parecia esconder uma queixa, soou mais como uma simples constatação. No exercício de tentar reconstituir um pouco de sua trajetória pessoal e profissional, na hora e meia que durou a entrevista, pude verificar o que parece quase inevitável nos dias de hoje: muitas de suas histórias e algumas de suas opiniões nem sempre têm sido reproduzidas fielmente, embora ele se pareça muitíssimo com a imagem pública que tem ¿ um ator talentoso e discreto, à primeira vista quase arredio. "Eu sou meio contraditório às vezes, mas as pessoas também são. Então..."

Então ele fala de futebol. Com a inconseqüência de quem não torce por time algum, pergunto-lhe por que é corintiano. A resposta vem de bate pronto. "Por que eu não seria?" Não faço a menor idéia do que leva alguém a torcer por A ou B, por isso trato de procurar uma explicação na primeira coisa que me vem à cabeça. Seria tradição familiar? "Meu pai nunca ligou para futebol. Isso é inexplicável," responde. Para logo em seguida justificar direitinho de onde vem o seu afeto pelo Timão. "É uma coisa meio cabeça. Porque eu acho que o Corinthians era a expressão do Brasil. De pertencer ao Brasil. Era o time da raça, da garra, do Brasil. O Corinthians era péssimo até o Dr. Sócrates chegar. O Sócrates e o Casagrande." Ele conta que jogava muita bola. Isso significa que você jogava bem? "Quando digo que jogava muita bola refiro-me à intensidade. Não parava de jogar futebol. E jogava bem, também. Eu era magrinho e cabeludo. Por causa da semelhança física, todo mundo me chamava ou de Sócrates ou de Casa. A gente minimiza o futebol, ainda mais hoje em dia, com o que ele virou. Mas eu aprendi o que era democracia por causa deles. Era meados dos anos 80, e meu ídolo, o Sócrates, ia ser vendido para a Itália, quando virou e falou assim: não vou, se o Brasil tiver eleições diretas." Como se sabe, elas não ocorreram naquele momento e o jogador mudou-se para o Velho Mundo. "A minha relação com o futebol passa por aí, pela idéia de Brasil." Isso fica ainda mais explícito quando ele relembra a realização de um antigo sonho: assistir ao vivo uma Copa do Mundo. Foi em 1998, muito antes de se tornar conhecido como ator, na França, para onde viajou em companhia de dois amigos. Estiveram em todos os jogos da competição, menos na final. Na partida de abertura, protagonizaram uma cena que correu o país, graças às câmeras da Globo. Num discurso digno de jogador de futebol, mas com a empolgação de um locutor de rádio narrando um gol, ele conta como foi: "A torcida tava maior quietinha, assim num canto, e aí aparecemos nós três, com coringas na cabeça, completamente malucos, e cantando ih, fodeu, os coringa apareceu. Nesse momento a torcida começou a se movimentar, o Galvão Bueno viu nós três e disse: olha aí, olha aí, eles chegaram! É disso que o Brasil precisa!" Mas então você é fanático por futebol? "Eu não gosto do fanático porque sempre que você fala fanático parece meio idiota. Parece que o cara tem o olho brilhando, hãããããããã," diz, fazendo uma expressão de bobo.

Do futebol passamos para outra de suas paixões: o palco. Ele começou a fazer teatro ainda adolescente, no colégio, para driblar a timidez. Mesmo sem tocar nenhum instrumento, fez também uma breve incursão pela música, na época em que freqüentava a Escola Superior de Propaganda e Marketing. Peço que fale um pouco a respeito da experiência, sem imaginar que estava prestes a ser apresentada a um certo Mr. Hurricane. "A ESPM ia fazer uma festa e precisava de uma banda para tocar. Perguntaram se eu conhecia uma. Menti e disse que conhecia." Para escapar do imbróglio a solução foi recorrer aos amigos músicos, ele conta. "Liguei para o Zé ( Godoy ) e para todo mundo que eu achava que tocava alguma coisa. Reuni todo mundo lá na ( praça ) Villaboim. Amigos e agregados que os amigos chamaram e avisei: nós temos um show daqui a um mês." Para a vaga de guitarrista, um autêntico súdito da rainha foi apresentado ao grupo, que tratou de persuadi-lo, de forma bem brasileira. "A gente levou esse inglês a um jogo do Corinthians no Pacaembu e depois para um barzinho ao lado do (colégio) Rio Branco. Foi assim que convencemos o cara a participar também." Feita a contratação internacional que faltava, começaram os ensaios da banda batizada de Mr. Hurricane and the Brothers of Soul.  "Eu era o Mr. Hurricane. Era o empresário da banda, na verdade. Eu só organizava as coisas, mas eles achavam que eu tinha de entrar de Mr. Hurricane." Entrar em cena, de Mr. Hurricane? "Sim. Mr. Hurricane usava um terno rosa e evidentemente era negro." Evidentemente era negro? "É evidente que Mr. Hurricane é negro. Você ia acreditar num Mr. Hurricane branco?" Penso no fenômeno meteorológico e nas cores que ele me remete, branco ou cinza. Ele me situa. Soul music. Ah, soul music, é claro. "E com um cravo vermelho na lapela. Eu apresentava o show e ficava elegantemente disposto, porque depois as pessoas vinham me pedir a benção." Benção? "Os músicos. E a platéia também. Beijavam a minha mão." Sem esconder minha perplexidade, indago se ele não ficava com vergonha. "Não, nenhuma!" Mas em várias entrevistas você diz que era acanhado, replico, sem me dar conta do milagre que anos de teatro são capazes de operar. "Eu era mesmo. Mas ali você está de personagem, uma brincadeira." A banda organizada às pressas não apenas se apresentou no dia da festa da ESPM, com lotação esgotada, como durou e fez até um certo sucesso. E ele só parou de encarnar Mr. Hurricane quando seguiu para Londrina, no Paraná, então sede da Companhia Armazém de Teatro. "Foi legal, foi muito bom."

Durante onze anos, antes de adquirir a notoriedade que desfruta hoje, ele também deu aulas de interpretação. Estava curiosa, queria saber como é iniciar por esse caminho, do ensino. Do seu currículo de professor constam, entre outros espaços, a Oficina da Globo e a Escola de Arte Dramática, da Universidade de São Paulo. E alunos de todas as idades, que chegou a dirigir em espetáculos com mais de 200 pessoas em cena. "É bom," ele diz. "Porque você faz tudo sem ter tanto compromisso. Eu, por exemplo, dirigia, fazia luz, escrevia ou adaptava a peça que estava encenando. Comecei a interpretar aos 16 anos. Quando você está num grupo e tem de falar coisas, aprende muito. Você olha o outro, você faz. Foi um grande aprendizado." Você escolhe os papéis que interpreta ou é escolhido por eles? "As duas coisas. Em geral eu não faço nada que não queira fazer. Eu sempre fui muito autônomo. Sempre. Porque eu dava aula, fazia minhas coisas, então, na verdade, eu não precisava aceitar papel nenhum." E o que pesa na escolha dos personagens? "O que o personagem vai contar, o que a história vai contar, o desafio artístico. E as pessoas que eu vou encontrar." Ele diz que não aceita participar de histórias que não o interessem como espectador. "Eu recuso muitas coisas. Sou o homem do não." Já declinou, por exemplo, de convites para dar vida a galãs.  "Eu posso fazer, se a história for bacana. O problema é o conjunto da obra." Peço para ele elaborar um pouco mais uma declaração antiga, sobre o fazer do ator, a idéia de que você jamais criaria um mundo de ilusão se estivesse satisfeito com o mundo real . "O que eu brinco é que se tudo estivesse certo na vida, quando você começa a fazer teatro, e mesmo um pouco depois, se você consegue dizer suas coisas e sabe ouvir, sabe se relacionar e é plenamente satisfeito e feliz, a arte não tem sentido. Porque ela também é um meio de comunicação e de troca com o outro. De expressão social. Ela não é terapia, mas vem de uma certa falta, de uma certa vontade que, se for satisfeita, deixa de existir." Temeroso de que lhe tirassem seus diabos, numa alusão à justificativa adotada por Woody Allen, para não submeter-se ao divã, conta que relutou em encarar as sessões de análise. Rendeu-se há cerca de dois anos. "No começo eu não queria fazer terapia, mas não tem nada a ver. Até porque as angústias mudam, as dúvidas mudam. Ainda bem."

Já que o gênio do mal (refiro-me, obviamente, ao diabo, não ao cineasta) cruzou nossa conversa, encaminho o assunto ao que parece ser uma característica marcante de seus mais célebres personagens: o envolvimento com situações de violência. O Marcos, por exemplo, notabilizou-se pelas agressões à mulher. O fugitivo Clausewitz encarnava uma vítima da Segunda Guerra Mundial e Léo, o escritor que interpretou na última minissérie, não apenas viveu durante o regime militar como teve vários de seus amigos mais próximos presos e torturados. Quero saber se isso é mais uma evidência de sua natureza de ser político, já manifestada em sua preferência como torcedor ¿ pensando na política como forma pacífica de resolução de conflitos, pelo confronto de idéias, em completa oposição ao uso da força. Para responder ele volta aos tempos de garoto, que coincidem com o governo dos generais. "Acho que ali tem uma descoberta meio inocente. De que o teatro era uma oportunidade de mudança, que o teatro provocava um princípio de mudança naquele pequeno universo." Por pequeno universo entenda-se o tradicional colégio Rio Branco (com escadas distintas para meninas e meninos, onde era proibido namorar ou andar de mãos dadas e o hino nacional era entoado diariamente), no também tradicional bairro de Higienópolis, onde cresceu e vive até hoje, em São Paulo. "O teatro tinha um princípio de mudança que era... Sei lá, a garota que eu gostava ia mudar o comportamento comigo. Os meus pais iam ver a peça, iam me ver de outra maneira e a gente ia ter um outro tipo de relação. O professor também. E o próprio colégio também. Porque você principia um processo de generosidade, uma troca. Eu comecei a ver, entendi isso lá. Então o mesmo caminho que me animava a estar no palco, a ter a descoberta e a amizade, era a possibilidade de dizer coisas, a mudança que isso poderia trazer." Foi por isso, recorda, que quando começou a dar aulas sempre perguntava aos alunos: o que vocês querem dizer? "Durante muitos anos, as peças que eu montava eram em cima das angústias e das vontades de mudança dos alunos. Na época da faculdade, por exemplo, sempre tinha um monte de gente do interior. Os caras se sentiam sozinhos em São Paulo, falavam da cidade e não sei o que lá, então a peça naturalmente ia falar da cidade grande, de suas angústias. O meu princípio de teatro foi uma experiência coletiva, de entendimento do outro. Estou falando tudo isso porque teatro sempre teve esses dois eixos para mim: o princípio artístico e o princípio da mudança."]

Princípio que, em seu primeiro personagem na TV, contribuiu para a aprovação de uma lei destinada a coibir a violência doméstica contra a mulher. Mas que em seu mais recente papel não obteve a repercussão, nem o debate, que seria de se esperar de uma obra que tratou, pela primeira vez de forma explícita na TV aberta, de alguns dos piores horrores cometidos durante a ditadura militar, como a tortura. "Eu acho que repercutiu pouco, essa questão. A crítica televisiva é uma crítica estranha. Porque a TV virou um pouco entretenimento. Então acho que tem uma coisa que a própria crítica, o próprio jornalismo de modo geral não sabe muito como lidar com a TV, com o que acontece lá. Eu, particularmente, não porque fiz ou participei do início, da criação da minissérie, acho que ela foi extremamente corajosa. E você não lia isso. Você não lia nem sobre a história da ditadura, nem que ela era corajosa..." Além da já antológica cena de Fernanda Montenegro, frente a frente com o torturador de sua filha, renderam pouca discussão a idéia da morte como libertação, defendida pelo protagonista da minissérie, e as assombrosas declarações do personagem assumidamente homossexual, que dizia coisas como fui estuprado pelo meu pai e gostei . "Você tem provocações ali, pode gostar mais de uma ou mais de outra. Mas não há dúvidas de que a minissérie foi corajosa. A Globo teve a coragem de fazer e na última semana exibiu-a depois da novela das oito; tipo ok, gente, vamos assistir." Vieram do público as respostas mais surpreendentes ao seriado de Maria Adelaide Amaral. "A reação na rua foi completamente diferente de todas as que eu já tive na vida. Muito mais emotiva. Não era assim, ai, você morreu, que pena. Era uma coisa mais do tipo: eu assistia e chorava. Principalmente as mulheres. Tem muita gente que chorou, mas sem saber por que. Era um grau de emoção..." Da violência passamos para a morte. Ele me diz que nunca pensa nela, tampouco se preocupa com ela. "Zero. O Mário Quintana é que fala: chega de mistérios do outro mundo, já tem suficientes nesse." Mas admite que por causa da minissérie ter tratado tanto do assunto, anda refletindo sobre o tempo. "Uma coisa, aí sim, muito presente. Não tenho medo de morrer. Penso no tempo que está passando. Mas não tenho nem pensamento, nem preocupações, nem teorias sobre a vida após a morte." Quando lhe pergunto sobre a audiência que a minissérie teve, dá de ombros. "Não tenho idéia. Eu sempre brinco que a audiência pode te deixar prepotente se você achar muito, e prepotente se você achar pouco. Então eu prefiro não saber."

Volto a uma declaração que ele teria feito, tempos atrás, de que como ator, sua obrigação é analisar os personagens sem julgamento. Quero saber se é simples fazer isso na dramaturgia. "Você não pode entender um personagem como diretor, dirigindo os gestos e as falas, você tem de ser o cara. Você não pode tirar defeitos dele. Aliás, você tem de emprestar defeitos a ele. Se ele é muito bonzinho, você empresta defeitos. Se ele é muito mau, você empresta qualidades. Para torná-lo mais humano. Quanto mais ambíguo ele for, mais interessante ele se torna." E você consegue fazer isso, no seu dia a dia? "Emprestar defeitos para mim mesmo?", indaga, entre divertido e debochado. Não, emendo. Refiro-me às pessoas com quem convive, quero saber se consegue conter o preconceito, na avaliação do outro. "O teatro me ajudou nisso, a arte me ajudou nisso. A entender o outro, a aceitar, a rir com o outro, a ficar menos...sectário. Sectário eu nunca fui, corrige-se. Menos radical. A entender que existem outras sexualidades, que há outras opiniões. O teatro ensina." E é difícil ficar sem interpretar, sem personagens? "O difícil é você se conhecer mesmo, saber quem você é, suas vontades, não ficar interpretando o que as pessoas querem que você seja. Às vezes, as pessoas te emprestam desejos, angústias, sonhos. Expectativas. Aí vai, né?" Tenho a impressão de estar entrevistando alguém que já se conhece bastante. Pergunto isso a ele. "Tô no processo. O teatro ajuda. Os personagens. A terapia. E os encontros também. Por isso é que eu falo dos amigos. Dos encontros, que é quando você troca uma idéia. Você ouve um cara sincero falando de você... É uma maravilha, né? Precioso." Quem é você hoje? "Não sei te dizer. Mas sou mais feliz hoje, mais confortável no mundo, mais próximo das pessoas que gosto, seja a família, sejam os amigos. Também expresso melhor as coisas que sinto. E consigo equilibrar melhor a vida profissional e a pessoal."

Mudo o rumo da nossa conversa. Quero que me diga quais os defeitos que já amou numa mulher. A pergunta não me sai da cabeça desde que li uma declaração sua, remetendo a Freud, de que, num casal, você ama muito mais os defeitos do outro do que as suas qualidades . "Você ama os defeitos e as qualidades. É no sentido de renovação", divaga, sem responder à questão. "De você não ficar aprisionado. Não acho que você tem de ser eternamente o mesmo. Isso vem da idéia de que, se você se mantém pelas suas qualidades, você tem medo de errar, medo de mudar." E você não teme a mudança? Não, aliás eu me disciplino para que ela aconteça. Para que a gente não se acomode. Tem uma hora que pode haver um acordo ali, não falado, implícito, de acomodação." E isso, em se tratando de relação afetiva, confidencia, assusta. Indago sobre seu estado civil e ele conta que está namorando. "Nunca casei. Eu me juntei, mas nunca casei." Mas isso faz diferença? "Não", ele responde, esclarecendo que não se imagina entrando em uma sinagoga para unir-se a uma mulher. "Pretendo ser feliz com alguém. Se puder, está tudo certo." Se casar com pompa e circunstância não está nos seus planos, ser pai parece algo mais próximo. "Adoraria ter filhos. Mas parece que tem de envolver uma outra pessoa, ouvi dizer...", fala, meio divertido, meio sem graça. Além da paternidade, tem outros sonhos? "Sonhos? Acho que eram esses. De atuar, de passar pela vida da maneira mais intensa e verdadeira possível. E para cada um isso tem um sentido. Para mim, tem um sentido que até agora está realizado. Está ótimo. Pô, a vida é muito generosa. Encontrar as pessoas... O Fim de Expediente era um motivo para encontrar os caras e também uma idéia que eu tinha. Aí você vai e realiza."

A realização é de Dan Stulbach. O mesmo que declarou, certa vez, que a maneira que encontrou de existir foi o teatro. E a maneira de pertencer, o futebol.

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