Um em quatro biofármacos provoca reações, dizem cientistas holandeses

Um em cada quatro biofármacos aprovados nos Estados Unidos e na Europa desde 1995 mereceu alguma medida de segurança dos órgãos de vigilância sanitária. Os dados foram publicados ontem por cientistas holandeses no http://jama.

Agência Estado |

ama-assn.org" target=_blank Journal of the American Medical Association . É o primeiro levantamento sobre as notificações relacionadas a medicamentos biológicos disponíveis no mercado. Biofármacos são medicamentos obtidos por meio de algum processo biológico e usados, por exemplo, em casos de câncer, deficiência hormonal e hemofilia.

No período, 174 receberam autorização para a venda. Já no mercado, 41 apresentaram efeitos adversos graves que resultaram em 82 medidas sanitárias. A maior parte dos biofármacos citados no trabalho também é comercializada no Brasil. Nenhum precisou ser retirado do mercado. As reações mais comuns das agências de vigilância foram a publicação de comunicados e o envio de memorandos para profissionais de saúde com advertências para a utilização dos produtos.

A medida mais séria foi a exigência, para 19 biofármacos, da inclusão de avisos escritos dentro de quadros pretos nas bulas para sublinhar efeitos adversos graves que não eram conhecidos no momento da aprovação do remédio. Aukje Mantel-Teeuwisse, co-autor do artigo e pesquisador da Universidade de Utrecht (Holanda), afirmou que o trabalho pretende sublinhar a necessidade de uma avaliação mais profunda, durante a fase prévia ao registro, da ação dos medicamentos no organismo.

“Cerca de 50% das medidas de segurança sanitária observadas no período estão relacionadas a problemas de interferência dos biofármacos na defesa do organismo”, recorda o pesquisador. Tais efeitos adversos podem ser divididos em infecções (22%), distúrbios do sistema imunológico (16%) e cânceres (12%). Mesmo assim, Mantel-Teeuwisse diz que o conhecimento sobre qualquer nova droga é sempre incompleto no momento da sua aprovação, pois é impossível reproduzir nos testes clínicos todas as condições que serão observadas quando a droga chegar ao mercado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG