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SÃO PAULO - ¿A maior tragédia da história da aviação neste País marcou para sempre a vida de 199 famílias. O que nos causa decepção é constatar que a própria TAM, que poderia atender acordos muito mais razoáveis, dificulta as soluções, pelo menos materiais, para essas famílias. Ela tem dificuldade de reconhecer sua responsabilidade. Essa luta ainda vai longe¿,

A avaliação é do advogado da Associação de Familiares e Amigos das vítimas do vôo JJ 3054 da TAM (AfavTam), Eduardo Lemos Barbosa, um ano após o acidente com o vôo JJ3054 da TAM.

Barbosa explica que até março deste ano a TAM auxiliou com passagens e hospedagem para os parentes, em maior parte do Rio Grande do Sul. Daí em diante eles cortaram essa verba para as pessoas que entraram contra a empresa na Justiça (cerca de dois terços do total de familiares). Quem entrou em acordo com a TAM recebeu indenização. Quem entrou na Justiça ainda não, afirma.

As propostas da TAM têm sido, no mínimo, ofensivas. Para quem perdeu um parente, existe proposta que é mais que uma bofetada, acrescenta Roberto Gomes, assessor voluntário da AfavTam e irmão de uma das vítimas.

A companhia aérea afirma em nota que, embora consciente de que nada poderá compensar a perda dos entes queridos, a TAM vem se empenhando, desde o primeiro momento, em apoiar os familiares de todas as maneiras e concluir o mais rapidamente possível o procedimento da indenização.

A empresa cita medidas como a criação de um telefone 0800 exclusivo para atendimento, a contratação de uma empresa de serviços funerários para todo o processo até a realização dos funerais, apoio ao IML na coleta de DNA, atendimento psicológico contínuo aos familiares, e concessão de 633 planos de saúde por um período de dois anos, entre outros.

Até o momento foram fechados 78 acordos de indenização com a TAM e sua seguradora, a Unibanco AIG.

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