Ultrassom vira arma polêmica contra latidos

Aparelhos emitem barulho perceptível apenas aos cachorros e são acionados todas as vezes que animal late, causando incômodo

AE |

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Eles ainda são encontrados em poucas lojas de São Paulo, mas já têm dado o que falar. Polêmicos, os "ultrassons antilatidos" emitem um barulho perceptível apenas aos cachorros e são acionados todas as vezes em que o animal late, causando-lhe incômodo. 

Amplamente disponíveis em sites internacionais, eles são uma das saídas mais comentadas entre participantes de grupos relacionados a ruídos na internet - geralmente pessoas que se sentem atormentadas pelo cachorro do vizinho e não podem estudar ou dormir direito por causa dos altos e constantes latidos. No Brasil, os aparelhos custam até R$ 400. No exterior, a média de preço é US$ 80. 

De usuários, a reportagem ouviu mais elogios que críticas. Há resistência, contudo, por parte de adestradores quanto à eficiência do produto e por parte de sociedades protetoras dos animais, que afirmam que os bichos sofrem violência. 

Para Armen Neliksetyan, da MeGT, fabricante de aparelhos antirruído no Brasil, os usuários mostram satisfação, e o produto não é ofensivo ao animal. Ele cita o uso de aparelhos de ultrassom por carteiros no Reino Unido e em treinamentos de caça em diferentes países como exemplo da aceitação do aparelho. Ele pede a regulamentação no País desse tipo de apetrecho. 

A Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa) critica especialmente o comportamento de responsáveis por animais que não se preocupam com o excesso de latidos. "Por que o cachorro está latindo? Se é porque fica sozinho o dia inteiro, essa pessoa não pode ter cachorro", diz Izabel Nascimento, presidente da entidade e contrária ao aparelho.

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