Agressões verbais e físicas por suposta motivação homofóbica levaram a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) a punir um aluno do curso de engenharia da instituição. O Conselho Diretor do Programa Permanente da Moradia Universitária se reuniu extraordinariamente anteontem e decidiu que o agressor, cujo nome não foi divulgado, tem 15 dias para deixar o alojamento estudantil.

Conforme a universidade, a agressão ocorreu na madrugada do dia 14, quando a vítima, um aluno do curso de Artes Visuais, e uma amiga chegavam à Moradia II, no bairro Ouro Preto, região norte de Belo Horizonte.

No boletim de ocorrência da Polícia Militar, o estudante de Artes Visuais conta que, quando estava próximo à portaria da moradia, foi surpreendido pelo agressor, que o atingiu com chutes nas costas. Ele disse que foi chamado de "bichinha" e "veadinho" enquanto era agredido. O Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (GUDDS) classificou o incidente como um "caso explícito de violência homofóbica" e divulgou carta aberta à instituição cobrando punição ao agressor e aos profissionais de uma empresa encarregada da segurança da moradia, "que assistiram e permitiram tamanha agressão".

O aluno agredido se submeteu a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). De acordo com a UFMG, ele ficou com hematomas na perna e teve um corte no lábio. A universidade instaurou uma Comissão de Processo Disciplinar para analisar se há outras punições aplicáveis para o episódio. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso.

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