O Brasil passou a contar em Poznan com um aliado de peso em seu esforço diplomático para financiar a luta contra o desmatamento de florestas tropicais. Em meio à 14ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 14), delegados da União Européia informaram que o bloco de 27 países vai defender a idéia de um fundo mundial para financiar políticas públicas e projetos privados contra a derrubada de matas nativas.

Em tese, a posição da Europa reforça a proposta do Brasil na Polônia.

Até a última sexta-feira, fim da primeira semana da etapa de negociações em torno de um novo acordo ambiental para suceder o Protocolo de Kyoto, a UE defendia que o financiamento do mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) fosse baseado no mercado de carbono. Na quinta-feira, os delegados brasileiros descartaram que os países ricos pudessem compensar suas emissões por meio da compra de créditos.

Uma reunião bilateral realizada no sábado mudou o panorama. “Nós encontramos um acordo”, confirmou o embaixador Brice Lalonde, delegado da França e da União Européia em Poznan. “O Brasil não gosta da idéia de que os certificados de desmatamento evitado possam compensar as emissões de outros países”, disse. Segundo o diplomata, os ministros de Meio Ambiente dos 27 países-membros da UE já discutiam a inclusão de um fundo mundial para financiamento de REDD. “A UE está se alinhando à idéia de um fundo, que deve ser decidido no contexto de um acordo em Copenhague (em 2009)”, confirmou Artur-Runge Metzger, diretor de Estratégias Climáticas da Comissão Européia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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