Turistas são alvo em mais um assalto a albergue no Rio

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um outro albergue foi alvo de assalto no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, desta vez no bairro da Lapa, 24 horas depois de homens armados terem invadido um albergue em Copacabana, às vésperas do Carnaval. Ao menos 34 turistas estrangeiros e brasileiros foram assaltados na madrugada desta quinta-feira no albergue na região central carioca, segundo a polícia.

Reuters |

As vítimas informaram que sete homens invadiram de madrugada o albergue Samba Vila, depois que um deles conseguiu entrar no alojamento pedindo para utilizar o banheiro. Pouco depois, o homem anunciou o assalto e permitiu a entrada dos demais.

Os assaltantes, que permaneceram cerca de uma hora no local, portavam facas, armas de fogo e granadas e levaram dinheiro, cartões de crédito, objetos pessoais e aparelhos eletroeletrônicos.

Os turistas foram amarrados e amordaçados pelos ladrões e colocados em um quarto do albergue. Um deles teria sido agredido com uma coronhada na cabeça.

Segundo a polícia, um funcionário disse que um dos assaltantes esteve há alguns dias no albergue em busca de informações.

"O que acontecia até então nos albergues eram pequenos furtos. Já acionei os batalhões para fazer rondas nos albergues da zona sul para evitar nova surpresa desagradável. Nada indica que seja a mesma quadrilha que participou do roubo de ontem ao albergue de Copacabana", afirmou a jornalistas o delegado Fernando Veloso, da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat).

O policial informou que entre as vítimas estão norte-americanos, argentinos, coreanos e ingleses, a maioria está na cidade para passar o Carnaval

"Solicitei ao chefe da Polícia Civil e ao secretário de segurança uma intensa investigação. Isso (assalto aos albergues) dói o meu coração", disse à repórteres o governador Sérgio Cabral.

Na madrugada de quarta-feira, ao menos 15 turistas estrangeiros foram roubados em um assalto ocorrido em um outro albergue, em Copacabana. Os ladrões também levaram dinheiro, cartões de crédito, objeto pessoais e aparelhos eletroeletrônicos dos turistas.

Os casos foram registrados na Deat. "Não podemos perdoar esse tipo de coisa e faremos de tudo par prender essa gente que tenta manchar a imagem do Rio", disse o delegado. "Fomos surpreendidos por esse segundo fato de hoje. Já temos o retrato falado e uma foto de um dos autores (do crime) de Copacabana", acrescentou Veloso.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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