Turistas brasileiros sofrem com caos aéreo na Argentina

O caos aéreo que atinge desde sexta-feira a Argentina afetou ontem brasileiros que tentavam chegar a cidades turísticas do interior do país. O caos, gerado por uma excessiva venda de passagens da Aerolíneas Argentinas, que superou a capacidade de atendimento da companhia, provocou atrasos e cancelamentos dos vôos que partiam do aeroporto doméstico Jorge Newbery, o Aeroparque, rumo a destinos como Bariloche, El Calafate e Ushuaia.

Agência Estado |

Um total de 39 vôos sofreram atrasos ao longo do dia. A Aerolíneas responde por 53% dos vôos domésticos.

Os vôos que partiam do Aeroparque saíam com atrasos em média de três horas, embora alguns registrassem uma demora de até 17 horas. Ontem de madrugada partiram do Aeroparque vôos que estavam programados originalmente para o domingo de manhã. Diversos vôos foram cancelados sem mais explicações por parte da Aerolíneas. Essa atitude irritou turistas, tanto argentinos como estrangeiros.

O mineiro Marcelo Távora, de 16 anos, estava sentado desconsolado no chão do primeiro andar do Aeroparque. "Cheguei com amigos a Buenos Aires na sexta-feira à noite. Nosso vôo para Bariloche estava programado para as 8 horas de hoje (ontem). Mas atrasou. Parece que vai decolar às 16h30. Se atrasar mais, não compensará ir até Bariloche, já que ia voltar de lá na quinta-feira. Mas em Bariloche já está tudo pago. Ia ver neve e esquiar pela primeira vez. Essa situação começa a irritar."

Overbooking - Julio Alak, o gerente da Aerolíneas designado pelo governo da presidente Cristina Kirchner para administrar o processo de reestatização, colocou a culpa dos atrasos dos vôos da companhia no overbooking sem precedentes. Essa excessiva venda de passagens foi realizada pela empresa espanhola Marsans (que controlava a Aerolíneas até a semana passada) dias antes da assinatura do acordo de reestatização. Segundo Alak, atualmente só 28 aviões - de um total de 67 que a Aerolíneas tem - estão voando. Os outros estão em manutenção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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