Turista australiana é assaltada e agredida no Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO ¿ Uma turista australiana foi assaltada e agredida na manhã desta sexta-feira em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro. Sara Ting-ting Maryssael, de 22 anos, teve sua bolsa com R$ 600, passaporte e três cartões de crédito roubados.

Redação |

A estrangeira veio de Salvador e pegou um táxi no aeroporto Santos Dumont. Ela foi abordada pelo criminoso ao saltar do veículo para entrar no hotel onde está hospedada. Após ser roubada, a turista ainda levou um chute e um tapa no rosto, segundo informou à polícia.

O assaltante conseguiu fugir. O caso foi registrado na Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat), no Leblon, zona sul do Rio.

Nesta quinta-feira, dez turistas, sendo seis alemães e quatro americanos, foram abordados por dois assaltantes na Estrada das Canoas, em São Conrado, zona sul. Os estrangeiros estavam a bordo de um jipe retornando de uma visita à Floresta da Tijuca quando foram parados pelos bandidos portando pistolas.

Quatro turistas do grupo tiveram câmeras digitais, joias e dinheiro roubados. Quando os assaltantes estavam indo embora, eles se depararam com uma viatura do 23º BPM (Leblon). Houve troca de tiros com os policiais, mas os criminosos conseguiram fugir por uma mata próxima.

"Eles tentaram levar a aliança do meu marido, mas ele não conseguiu tirar do dedo", disse a norte-americana Mary An Turnbull. "Nós fomos orientados pelo agente de viagens a andar com pouco dinheiro e deixar o passaporte no hotel", acrescentou

Violência

Diversos casos de violência envolvendo turistas têm sido registrados nesse período pré-carnaval. Na madrugada de quinta-feira, pelo menos sete homens portando pistolas e granadas invadiram um albergue localizado em frente aos Arcos da Lapa, no centro do Rio. Trinta e quatro turistas de diferentes nacionalidades foram rendidos e tiveram dinheiro, pertences e documentos roubados.

Segundo a polícia, um funcionário do albergue abriu a porta para um homem que pedia para ir ao banheiro por volta das 3 horas da madrugada. Ao dar passagem, o funcionário foi rendido e os outros assaltantes do grupo invadiram a hospedagem.

Alguns turistas estavam dormindo durante o ocorrido e foram surpreendidos pelos bandidos. Os estrangeiros foram amarrados com fitas adesivas e ficaram presos por volta de uma hora em um dos quatro quartos do albergue. A hospedagem funciona há cerca de três anos no local e cobra uma diária de R$ 27.

Os assaltantes fugiram a pé do albergue com sacolas. A hospedagem fica próxima a um quartel da Polícia Militar. A polícia investiga uma possível participação de ex-funcionários do albergue no crime.

AE

Turistas aguardam novidades sobre as investigações na porta da delegacia

O outro caso de violência contra turistas aconteceu na madrugada de quarta-feira. Na ocasião, quatro homens armados invadiram um albergue e assaltaram 13 turistas em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo funcionários do albergue, os suspeitos estariam portando pistolas e granadas quando entraram no local e anunciaram o assalto.

O crime teve início depois que um empregado da hospedagem abriu a porta para os bandidos. Ele alegou à polícia que o circuito de TV do albergue estava com problemas, portanto não conseguiu ver quem era. Ao abrir a porta, o funcionário foi rendido e, em seguida, os bandidos foram até os quartos onde estavam os turistas de distintas nacionalidades, entre eles, alemães, ingleses e israelenses.

Durante o assalto, os estrangeiros foram trancados em um quarto do albergue, vigiados por um dos assaltantes. Havia 20 hóspedes no local. Eles levaram dinheiro, cartões, documentos, objetos pessoais e aparelhos eletroeletrônicos.

"Não podemos perdoar esse tipo de coisa e faremos de tudo para prender essa gente que tenta manchar a imagem do Rio", disse o titular da Deat, Fernando Veloso. "Fomos surpreendidos por esse segundo fato de hoje [da Lapa]. Já temos o retrato falado e uma foto de um dos autores [do crime] de Copacabana", acrescentou o delegado.

Suspeitos

O titular da Deat, Fernando Veloso, descartou qualquer ligação entre os crimes ocorridos em menos de 24 horas nos albergues em Copacabana e na Lapa. Segundo o delegado, embora a dinâmica em ambos os casos tenha sido parecida, nada indica que os crimes foram cometidos pelos mesmos assaltantes.

"O que acontecia até então nos albergues eram pequenos furtos. Já acionei os batalhões para fazer rondas nos albergues da zona sul para evitar nova surpresa desagradável. Nada indica que seja a mesma quadrilha que participou do roubo de ontem ao albergue de Copacabana", afirmou Veloso.

Segundo a Deat, alguns suspeitos de terem participado dos crimes já foram identificados. A polícia pediu a prisão de Rodrigo da Mota Coutinho, de 27 anos, mais conhecido como Pelico do Leme. Ele foi reconhecido por dois turistas assaltados no albergue em Copacabana. Um dos envolvidos no crime ocorrido na Lapa também já foi identificado, mas o nome dele não foi divulgado.

Investigação

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse nesta quinta-feira que irá solicitar ao secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e ao chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, uma investigação mais profunda sobre os assaltos.

De acordo com Cabral, as hospedagens para jovens, introduzidas por ele no Brasil há mais de 20 anos, não podem ter a imagem associada à insegurança. "Solicitei ao chefe da Polícia Civil e ao secretário de Segurança uma intensa investigação. Isso [assalto aos albergues] dói o meu coração", disse o governador.

*com informações das agências Estado e Reuters

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