Túnel submarino entre Santos e Guarujá vai a discussão

A construção de um túnel submarino ligando Santos a Guarujá, como alternativa para substituir o sistema de balsas, começa a sair do papel, por intermédio de um estudo técnico elaborado pelo Instituto Metropolitano de Pesquisas Acadêmicas e Consultoria Técnico-Operacional (Impacto), que conta com o apoio das universidades da Baixada Santista. No mês passado, em visita à região, o governador José Serra anunciou a intenção de construir um túnel, em resposta às muitas críticas dos usuários das balsas que, nos últimos tempos, têm reclamado das constantes filas na travessia entre os dois municípios.

Agência Estado |

De imediato, o estudo propõe que o túnel seja exclusivo para veículos leves e ônibus, restringindo a passagem de caminhões. Não haverá restrições técnicas para o uso de bicicletas. O projeto propõe quatro faixas de rolamento (duas para cada sentido de direção) para veículos de passeio, motocicletas e ônibus. Todos os detalhes técnicos da proposta deverão ser discutidos durante audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa da Construção do Túnel, da Assembléia Legislativa, na próxima quinta-feira, às 19 horas, na Universidade Católica de Santos (UniSantos).

O presidente do Comitê Brasileiro de Túneis, engenheiro Tarcísio Barreto Celestino, já confirmou presença. Tarcísio foi o responsável técnico pelos projetos geotécnicos de várias usinas hidrelétricas e de grandes obras de transportes, como as do Metrô de São Paulo, incluindo as estações Luz, Butantã e a travessia do túnel Jânio Quadros, sob o Rio Pinheiros. Para o encontro de quinta-feira também foram convidados representantes do governo estadual, da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), empresa que administra a travessia de balsas, das prefeituras de Santos e Guarujá, além de professores das universidades da região.

Para o deputado estadual Paulo Alexandre Barbosa, que preside o instituto Impacto, "é logisticamente inviável" compartilhar automóveis e caminhões em um mesmo projeto. Ele acredita que o transporte de cargas deverá estar vinculado à expansão do porto na Ilha Barnabé (Projeto Barnabé-Bagres), ou mesmo em outros traçados que vêm sendo discutidos ao longo das últimas décadas, como os que integram as regiões do Valongo e Outeirinhos. Diante da incompatibilidade técnica e logística, o levantamento aponta a necessidade de dois projetos específicos: um para o transporte de pessoas e outro para cargas. Daí a deliberação de construir um túnel exclusivo para cargas, que seria instalado na área portuária.

A espera média para a travessia, que hoje é feita em 20 minutos, seria reduzida para apenas um minuto com a construção do túnel, conforme estudo feito pelo Impacto.

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