Os túmulos dos faraós do Vale dos Reis, no sul do Egito, podem desaparecer entre 150 e 500 anos se continuarem abertos à visitação, advertiu Zahi Hawass, chefe das Antiguidades Egípcias.

Hawass explicou que a umidade e o mofo estão afetando as paredes dos túmulos reais na vasta necrópole que se estende na beira ocidental do Nilo, em Luxor, invadida diariamente por milhares de turistas.

A ventilação precária e o acúmulo de turistas danifica as decorações gravadas e pintadas nos túmulos, declarou Hawass a jornalistas segunda-feira durante uma visita.

"Os túmulos abertos à visitação podem sofrer sérios danos, tanto nas cores quanto nas gravuras", avisou.

"A umidade e o mofo estão aumentando, e isso significa que os túmulos podem desaparecer daqui a 150 a 500 anos", acrescentou.

Uma série de medidas foi tomada para proteger os túmulos, como a instalação de novos sistemas de ventilação, a limitação do número de visitantes e o fechamento de alguns túmulos.

O Vale dos Reis e das Rainhas, onde membros de famílias reais foram mumificados, abriga os túmulos do famoso faraó Toutankhamon e da rainha Nefertiti.

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