Túmulo de 4.600 anos indica existência de núcleo familiar pré-histórico

Cientistas encontraram túmulos de 4.600 anos de idade na Alemanha, uma das quais contendo os restos mortais de uma mulher, um homem e duas crianças da mesma família, anunciaram especialistas europeus, que publicaram seu trabalho sobre a descoberta nos Estados Unidos.

AFP |

Através de uma análise de DNA, os pesquisadores identificaram os quatro corpos como sendo uma mãe, um pai e seus dois filhos, de 8 ou 9 anos e 4 ou 5 anos.

A descoberta corresponde ao mais antigo registro genético molecular já identificado de uma família no mundo.

"Ao estabelecer um vínculo genético entre dois adultos e duas crianças enterrados juntos em um mesmo túmulo, demonstramos a presença de uma unidade familiar clássica em um contexto pré-histórico na Europa central", explicou o arqueólogo Wolfgang Haak da Universidade de Adelaida, principal autor do estudo.

"Até onde sabemos, esta é a mais antiga amostra genética molecular de uma célula familiar", acrescentou, destacando que isso, no entanto, "não prova que a família básica (pai, mãe e filhos) foi um modelo universal ou a instituição mais antiga das comunidades humanas".

As sepulturas, descobertas em 2005 em Eulau, em Saxe-Anhalt (Alemanha), também são raras devido aos indícios de que os corpos foram sepultados com grande cuidado, indicaram os pesquisadores.

O estudo foi publicado nos Anais da Academia Nacional de Ciências americana.

js/ap

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