Tuma usa verba indenizatória em Festa de Barretos-SP

Frequentador assíduo da Festa do Peão de Boiadeiro, em Barretos (São Paulo), o corregedor do Senado, senador Romeu Tuma (PTB-SP), usou R$ 14,127 mil da verba indenizatória para pagar três diárias no Barretos Country Hotel durante a mais recente edição do evento, em agosto de 2009. Como corregedor do Senado, Romeu Tuma é responsável por investigar os demais senadores em casos de denúncias de quebra de decoro parlamentar.

Agência Estado |

A nota fiscal comprovando a hospedagem de Tuma em Barretos está publicada no site da Transparência do Senado. Somente naquele mês de agosto, Tuma foi ressarcido em R$ 20.945,70 referentes a gastos de locomoção, hospedagem, alimentação e combustível. A verba indenizatória é um ressarcimento no valor mensal de R$ 15 mil aos senadores para gastos com divulgação da atividade parlamentar. Os valores podem ser acumulados ao longo do ano.

Procurado pela reportagem, Romeu Tuma não foi encontrado no seu gabinete em Brasília, nem em São Paulo. Segundo a Assessoria de Imprensa do Senado, o uso da verba indenizatória para ressarcimento de hospedagem está previsto em ato da comissão diretora e, por isto, não é ilegal. Apenas outro senador poderia questionar a "ética" do episódio, e só então a Mesa Diretora do Senado poderia se manifestar.

Padrinho

Em entrevista ao site Congresso em Foco, Romeu Tuma alegou que a participação na Festa do Peão Boiadeiro teve caráter político, e não turístico. "Sou uma espécie de padrinho da festa. Não fui por lazer. Foi uma atividade política. Tenho muita ligação com a cidade e a festa. Vou muito ao Hospital do Câncer de lá", disse o senador na entrevista ao site.

A Assessoria de Imprensa do senador afirmou que Romeu Tuma é "persona obrigatória" na festa do Peão de Boiadeiro e observou que o parlamentar paulista é autor do projeto que regulamentou a profissão de peão de boiadeiro.

A Corregedoria do Senado começou a funcionar em 2001, sob o comando do senador Ramez Tebet, que se licenciou do cargo pra assumir o Ministério da Integração Nacional, no governo Fernando Henrique Cardoso. Romeu Tuma, conduzido ao cargo em 2002, reelegeu-se quatro vezes.

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