BRASÍLIA - O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), irá encaminhar à Mesa Diretora da Casa um parecer favorável ao arquivamento da denúncia contra o senador petista Eduardo Suplicy (SP) por ter permitido a estada no gabinete dele de 15 manifestantes pró-Battisti.

Tuma disse ter sido incumbido pela Mesa Diretora para analisar o caso. Na avaliação do corregedor, o senador petista estava no direito dele, por isso a sugestão de arquivar o caso. E com relação à postura da polícia do Senado, ele considera que os oficiais agiram adequadamente em nome da segurança da instituição.

Vou fazer um alerta geral. Não só para ele [Suplicy], para todos nós. Temos que tomar cuidado e não fazer injustiça. Não devemos entregar a chave do gabinete para outras pessoas para evitar coisas que jamais poderíamos fazer, afirmou o petebista.

Na versão da polícia legislativa, a ocupação foi irregular por ter ocorrido fora do horário de funcionamento do Senado. Em sua defesa, Suplicy alegou que, por uma questão de respeito à dignidade da pessoa humana, franqueou a utilização dos banheiros do gabinete dele aos manifestantes.

No último dia 9 de setembro, Suplicy, acompanhado dos senadores, José Nery (Psol¿PA) e João Pedro (PT-AM), abriu seu gabinete no Senado para um grupo que fazia uma vigília cívica na Praça dos Três Poderes, na defesa do italiano Cesare Battisti, preso no País desde 2007.

A extradição dele ainda será julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após o pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello. Na última sessão do tribunal, havia quatro votos favoráveis à extradição de Battisti para a Itália e três contra.

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