Tucuruvi aperta passo para conseguir terminar no tempo

A Acadêmicos do Tucuruvi apertou o passo e encerrou o quarto desfile da segunda noite do carnaval paulista faltando um minuto para o término da apresentação. O ritmo acelerado levou a experiente porta-bandeira da escola Thais, de 27 anos, a pedir água ao chegar à dispersão.

Agência Estado |

"Foi muita emoção, cheguei e tive que sentar e tomar água", contou Thais, que exerce a posição há oito carnavais. Em contraste estava Robinson, de 23, que desfilou pela primeira vez. "A responsabilidade é muito grande, mas conseguimos dar conta do recado."

O presidente da escola, Hussein Abdo El Selan, "Sr. Jamil", ficou satisfeito com o desempenho da agremiação: "Cumprimos nosso papel, fizemos o nosso melhor", disse, enxugando o suor do rosto após a adrenalina do final do desfile. A Acadêmicos do Tucuruvi falou sobre a religiosidade de Ouro Preto e não poupou nos elementos da arte sacra barroca. A aposta da escola para ganhar seu primeiro título no carnaval paulista foi o enredo "Ouro preto - o Esplendor Barroco de uma Vila Rica, Relicário da Pátria, Patrimônio da Humanidade". Para contar a história da antiga Vila Rica, o desfile começou com uma comissão de frente composta por 14 anjos que se juntavam à virgem Maria, formando um relicário.

Os carros alegóricos pareciam grandes igrejas, com muitos detalhes dourados e figuras de santos, inclusive com integrantes vestidos de anjos pendurados, como se estivessem voando. A composição da arquitetura mineira contou com reproduções de esculturas em pedra-sabão de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

No segundo carro, o contraste entre homens negros acorrentados e nobres ressaltavam a diferença social da época. Mas o destaque ficou por conta da quinta alegoria, que lembrou a Inconfidência e trazia Tiradentes à frente da bandeira de Minas Gerais. No fim do desfile, a escola falou ainda sobre o tombamento de Ouro Petro pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o primeiro município do País nomeado Patrimônio Cultural da Humanidade, em 1980.

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