Com a desistência do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, em disputar a Presidência da República, cresce no PSDB a ideia de fazer do tucano o vice na chapa do governador de São Paulo, José Serra. Será um movimento lento, já que Serra não deve mudar, segundo aliados, a estratégia de só formalizar candidatura no final de março.

Mas muitos tucanos estão convencidos de que a dupla Serra-Aécio será a melhor composição para enfrentar a ministra Dilma Rousseff (PT).

O plano é juntar dois governadores tucanos, com bons índices de avaliação, que representam os dois maiores colégios eleitorais do País, e enfrentar a alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente no Nordeste. Tucanos próximos de Serra dizem que Aécio poderia atrair novos aliados, que não têm simpatia pelo paulista, mas teriam, nas palavras de um parlamentar do PSDB, "ótima desculpa" para aderir à oposição.

Os argumentos ainda não convenceram Aécio. Tucanos mineiros querem ver seu governador no Senado, e não correr o risco de perder a vice-presidência e ficar sem mandato. Em favor da chapa Serra-Aécio, aliados do governador de São Paulo acreditam que o mineiro pode ser convencido, porque Aécio começou o ano falando em prévias, passou a pregar solução negociada e hoje tem diálogo frequente com Serra.

Nos bastidores o presidente do PPS, ex-senador Roberto Freire, diz com todas as letras: "Serra e Aécio formam a chapa dos sonhos. Ninguém pode representar melhor a oposição do que esses dois grandes líderes." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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