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TSE reporta troca de 0,32% das urnas e 168 presos por boca-de-urna

BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) constatou que até o início da tarde, 1.212 urnas eletrônicas tiveram que ser trocadas, o que representa 0,32% do total em funcionamento nas eleições de hoje para prefeitos e vereadores.

Valor Online |

Apenas no Pará ainda não havia sido registrada a necessidade de substituição de urnas.

Foram apresentadas 509 irregularidades no pleito que se realiza em 5.563 municípios, sendo que 168 pessoas foram presas por crime eleitoral de aliciamento em boca-de-urna. Entre os presos, 30 são candidatos. A maioria das ocorrências foi verificada em municípios do estado do Rio de Janeiro.

As tropas federais estão a postos em 460 cidades. O número de integrantes das Forças Armadas que ajuda a polícia a fiscalizar o pleito em todo o país ficou acima do esperado pelo TSE e, com isso, o custo subiu a R$ 41 milhões. Na última eleição, custou R$ 13,3 milhões.

O grande número de ocorrências "se explica porque as eleições municipais são mais disputadas no corpo a corpo, as pessoas são mais próximas e se conhecem mais", comentou o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, ao fazer um balanço.

O ministro comentou ser natural o acirramento de alguns ânimos, com o aumento de 0,3% no contingente eleitoral desde a última eleição em 2006. O número de eleitores subiu de 125,9 milhões para 130,6 milhões neste ano.

"Não se pode conceber uma eleição sem atritos, sem fricções", continuou Ayres Britto, sobre o aumento na quantidade de irregularidades. Ele criticou quem faz boca-de-urna, afirmando ser "o calcanhar de Aquiles do processo eleitoral". "O dia da eleição é o dia de deixar o eleitor em paz", sustentou.

Sobre a atuação das tropas federais, Ayres Britto disse que teve que aprovar pedido de policiamento inclusive hoje, pela manhã. "Tudo transcorre bem, tudo está bem administrado", avaliou sobre a ajuda das Forças Armadas.

Ele acrescentou que o TSE estuda a possibilidade de a Justiça Eleitoral usar detectores de metal nos próximos pleitos, para impedir o uso de armas ou instrumentos perigosos por eleitores, dentro das sessões eleitorais.

Na análise do presidente do TSE, a cada pleito tem aumentado a conscientização do eleitor brasileiro, que tem aprendido a discernir sobre os bons e os maus candidatos. "Há candidato que não merece voto nem de boas festas", comentou ele.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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