TSE pede Forças Armadas na eleição do Rio; data depende de Jobim

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, solicitou nesta quinta-feira ao governo federal o envio das Forças Armadas para reforçar a segurança das eleições no Rio de Janeiro. As tropas vão atuar em conjunto com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária, Polícia Militar e Polícia Civil do Rio de Janeiro, sob a coordenação do Exército, disse Ayres Britto.

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'Ficará a cargo do ministro (Nelson) Jobim (Defesa) quantificar o contingente a atuar no Rio de Janeiro e a data de envio', afirmou o presidente do TSE a jornalistas.

Ayres Britto estima o público alvo a ser atendido pelas tropas em 1 milhão de pessoas. Segundo ele, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral lhe telefonou nesta quinta-feira pedindo o envio das tropas o mais rápido possível.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), Roberto Wider, entregou a Ayres Britto o mapeamento das áreas que precisam de apoio de tropas durante a campanha eleitoral.

O trabalho feito em conjunto com a Secretaria de Segurança do Estado identificou 20 comunidades que se qualificam como 'zona sensível' e devem receber tropas. As prioritárias, segundo Wider, estão na região metropolitana do Rio, Caxias, Nilópolis e Nova Iguaçu. 'Niterói ficaria para um segundo momento', disse o presidente do TRE.

Wider evitou dar os nomes das comunidades, e perguntado sobre o morro da Providência onde soldados do Exército entregaram moradores da comunidade a um grupo rival, que os executou, disse que o caso foi pontual, 'mas é claro que a gente teme (conflitos)'.

O envio de tropas ao Rio foi determinado para garantir os direitos de candidatos, eleitores e da imprensa, que vinham sendo ameaçados por traficantes e milicianos de comunidades carentes do Estado.

(Reportagem de Ana Paula Paiva)

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