TSE nega liberdade a acusados de elo com milícia no RJ

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou os pedidos de liberdade da candidata a vereadora no Rio de Janeiro Carmen Glória Guinâncio Guimarães, a Carminha Jerominho (PTdoB), e do policial militar Ricardo Carvalho dos Santos. A candidata é acusada de se beneficiar da atuação da milícia Liga da Justiça, na zona oeste da capital fluminense, para obter votos e Santos, de integrar a organização criminosa.

Agência Estado |

A prisão de ambos ocorreu em 29 de agosto na Operação Voto Livre, da Polícia Federal (PF), para combater currais eleitorais na cidade.

Segundo o TSE, que divulgou hoje as decisões, Carminha teve sua prisão prorrogada por mais 30 dias pela desembargadora federal do Tribunal Regional Eleitoral, Maria Helena Cisne. A magistrada entendeu que persistem as razões justificadoras do decreto cautelar prisional. Ao analisar o caso, o ministro Felix Fischer, do TSE, afirmou não existir ilegalidade na determinação de Maria Helena. Ontem, por unanimidade, a Justiça negou o registro de candidatura de Carminha Jerominho.

A desembargadora também estendeu, por mais 30 dias, a prisão de Santos em Regime Disciplinar Diferenciado. Fischer concordou com a decisão e rejeitou a liminar na qual Santos pedia para ser solto. O PM responde por tentativa de homicídio praticada por grupo de extermínio, formação de quadrilha e coação eleitoral. Investigações da polícia apontam que a "Liga da Justiça" teria exigido que moradores de aéreas carentes exibissem propagandas e votassem em candidatos selecionados pelo grupo para as eleições.

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