TSE condena venda de voto em cartilha para eleitor

Clientelismo, corrupção e infidelidade partidária são alguns vícios da política para os quais o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chama atenção em cartilha para o eleitor lançada ontem. Com mensagens curtas de alerta, o Guia do Eleitor Cidadão recomenda o repúdio à venda de votos e atenção com os candidatos envolvidos em denúncias.

Agência Estado |

O manual sugere cuidado na escolha dos vereadores e lembra que, entre outras atribuições, eles devem fiscalizar os prefeitos e até instalar Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) nas Câmaras Municipais, nos casos de crimes e desmandos cometidos pelos governos. Também informa que os políticos eleitos que trocam de partido estão sujeitos à perda do mandato. E dá informações básicas sobre orçamento e atribuições das prefeituras.

O guia lembra ao eleitor que ele é responsável pela escolha do prefeito e, conseqüentemente, pelo sucesso ou fracasso dos quatro anos seguintes de administração pública municipal. A cartilha procura estimular o eleitor a comparecer às urnas no dia da eleição, 5 de outubro. No lançamento da cartilha, de 54 páginas, o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, que deixa o cargo em maio, disse que a sociedade "não é vítima, mas autora, responsável pelos dirigentes que temos e pelos políticos em geral". O ministro disse que o eleitor deve ter noção da importância do voto. "O eleitor, por vezes, comparece no dia das eleições contrariado, percebendo como uma chatice ter que digitar um número na urna para escolher seu representante", comentou.

Impresso na gráfica do Senado, que participou do projeto, o guia do eleitor, com linguagem simples e ilustrações, em forma de pergunta e resposta, traz ainda informações sobre cadastramento, propaganda política e calendário eleitoral. Duzentos mil exemplares serão distribuídos aos cartórios eleitorais, onde poderão ser consultados pelos eleitores.

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