TSE admite uso do Exército nas eleições do Rio

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, afirmou hoje que a presença das Forças Armadas para garantir a segurança das eleições no Rio de Janeiro vai depender da evolução do processo eleitoral e poderá ser decidida em qualquer momento.

Agência Estado |

"Todas as possibilidades estão em aberto. Não está nem definido nem descartado. Se houver necessidade das Forças Armadas, faremos isso. Está decidido que antes de qualquer definição vamos ouvir o governador (Sérgio Cabral) e o presidente do TSE vai deliberar com o colegiado. A prioridade absoluta é a regularidade da eleição. Se exigir coalizão das Forças Armadas, da Polícia Federal, e da Polícia Estadual, nós faremos", afirmou o presidente do TSE.

Ayres Brito participou de uma reunião de pouco mais de duas horas com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Roberto Wider, com o ministro da Justiça, Tarso Genro, e com outras autoridades estaduais e federais da área de segurança pública.

Em entrevista coletiva depois da reunião, Ayres Brito e Wider anunciaram que uma campanha constitucional sobre a garantia do sigilo de voto será feita no rádio e na televisão, num esforço para diminuir o efeito das pressões de candidatos que procuram dominar áreas específicas da cidade, nos chamados currais eleitorais.

Ayres Brito anunciou ainda que a Polícia Federal dará prioridade aos inquéritos que investigam a tentativa de monopólio de propaganda por parte dos candidatos em determinadas regiões.

"Candidatos que estão monopolizando a propaganda, a fixação de cartazes, serão investigados. Os inquéritos podem resultar em eventual impugnação de candidatura ou anulação da diplomação", afirmou.

O ministro disse também que os candidatos que se sentirem inseguros para fazer campanha em determinadas áreas poderão solicitar o policiamento ostensivo na região. Wider disse que dentro de dez dias receberá da Polícia Federal um relatório sobre as investigações da atuação de milícias ou de traficantes impedindo candidatos de fazerem campanhas livremente em favelas e outras comunidades pobres da cidade.

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