Tropas federais ajudam TRE a apreender material irregular de campanha no Rio

Os três dias da ocupação das Forças Armadas em comunidades de Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, e do Complexo da Maré, zona norte da cidade, foram considerados positivos pela coordenadoria de Fiscalização da Propaganda do Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-RJ).

Agência Brasil |

Não houve prisões e nenhum incidente grave foi registrado. Os fiscais do TRE apreenderam mais de quatro toneladas de material irregular de campanha no período.

As tropas federais que integram a Operação Guanabara - criada para dar segurança em áreas onde a justiça eleitoral identificou a ação de traficantes e milícias impedindo o livre acesso de candidatos a vereador e a prefeito -  ficaram, até o final da tarde de hoje (13), nas comunidades de Rio das Pedras, Gardênia Azul e Cidade de Deus, em Jacarepaguá, e na Vila dos Pinheiros e Nova Holanda, no Complexo da Maré.

Para a fiscalização de propaganda, a Operação Guanabara foi boa, porque agilizou o trabalho dos fiscais. Tivemos um caso na Cidade de Deus, em que um candidato que estava impedido de fazer campanha conseguiu romper a barreira do tráfico e cumprimentar seus eleitores. Isso pra nós já é bastante significativo, destacou o chefe de fiscalização do TRE-RJ, Luiz Fernando Santa Brígida.

Hoje pela manhã, fiscais do TRE retiraram adesivos de uma candidata a vereadora colocados de forma irregular em uma Kombi, na Vila dos Pinheiros. Nas comunidades de Jacarepaguá, houve também recolhimento de farto material.

Luiz Fernando enfatizou, ainda, que os fiscais do TRE estão dando um choque de legalidade para garantir lisura no processo eleitoral, mostrando à população que ela não deve se deixar coagir em relação à escolha de seu candidato.

A partir de amanhã (14) até terça-feira (16), as tropas federais vão ocupar a Vila Aliança, em Bangu, e as comunidades do Taquaral e Coréia, em Senador Câmara, na zona oeste. Depois, seguem para Rocinha e Vidigal, na zona sul.

A Operação Guanabara prevê o patrulhamento de 27 comunidades do Grande Rio e a cidade de Campos dos Goitacazes, no norte do Estado até a realização do primeiro turno das eleições municipais. As áreas foram mapeadas pela justiça eleitoral com base em denúncias confirmadas de que traficantes de drogas e milicianos estariam permitindo apenas a campanha eleitoral de candidatos apoiados por eles.

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