Cerca de 30 policiais militares da Tropa de Choque enfrentaram no começo da noite estudantes, professores e funcionários das três principais universidades públicas do Estado - Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - que protestam em frente da Reitoria da Universidade de São Paulo. A Polícia Militar (PM) dispersou os manifestantes com bombas de efeito moral.

De acordo com membros do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), por volta das 18 horas os manifestantes estavam no prédio de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Não há informações sobre feridos.

Os manifestantes bloquearam por quase duas horas a Rua Alvarenga, próximo à portaria 1 da USP. O protesto faz parte da série de manifestações programadas pelo Diretório Central Estudantil (DCE) da USP e pelo Sintusp contra a presença da PM no campus da universidade. Um carro de som com manifestantes bloqueou a rua até as 16h41, quando uma marcha de cerca de 2 mil pessoas retornou ao prédio da reitoria.

Durante o ato na Rua Alvarenga, estudantes e funcionários gritavam palavras de ordem a 20 policiais militares, que se concentravam na portaria 1 da universidade. Antes de bloquear a rua nas proximidades da universidade, estudantes e funcionários participaram de ato em frente à reitoria, exigindo a retomada de negociações da direção da USP com os funcionários e professores.

Desde o final de maio, o Sintusp reivindica reajuste salarial de 16% para os professores e servidores das três universidades. O DCE é contrário a mudanças implementadas nos vestibulares das universidades estaduais. Os alunos da USP também protestam contra o curso a distância criado este ano com foco na formação de professores da rede pública.

Serra

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse hoje, após inaugurar um ambulatório de Saúde na Zona Sul da capital, que a presença da PM na universidade se deve a uma ordem judicial. "A reitora pediu segurança e o governo não tem outra alternativa a não ser manter a PM lá." Um grupo de sete estudantes da USP protestou em frente à unidade com faixas pedindo a saída de policiais da universidade.

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