O presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, afirmou hoje que a troca de ataques entre PT e PSDB é assunto encerrado. Apesar disso, ele disse que o PT vai dançar conforme a música.

"Se tocar valsa, vamos dançar valsa. Se tocar heavy metal, vamos dançar também."

Ontem, Dutra e o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), assinaram nota chamando o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), de "jagunço" e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), de "hipócrita". O texto foi uma resposta à nota divulgada na quarta-feira por Guerra, que acusou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de "mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades".

Ao comentar a decisão do PSDB de abrir processo por calúnia e difamação na Justiça comum, Dutra disse que o PT também poderá adotar esse recurso quando julgar que houve ofensas do outro lado. "Se eles querem judicializar, vamos fazer o mesmo."

O atual presidente do PT, Ricardo Berzoini, voltou a criticar a falta de propostas da oposição e disse que os ataques do PSDB refletem a falta de um programa de governo. "Nós queremos saber quais são as propostas do PSDB para o País", cobrou.

PMDB

Dutra afirmou que a antecipação da convenção do PMDB para ratificar o deputado federal Michel Temer (SP) na presidência do partido fortalece o nome do parlamentar. Ele voltou a dizer que não cabe ao PT dizer quem será o indicado pelo PMDB para candidato a vice-presidente. Ele ponderou, contudo, que qualquer indicação terá de passar "por uma interação com a candidata".

Para Berzoini, Temer é um nome de valor e a antecipação da convenção mostra que o PMDB também está interessado em acelerar a aliança com PT.

Dutra e Berzoini participam de seminário organizado em São Roque, no interior do Estado, pela chapa "Partido que Muda o Brasil", que no ano passado venceu o Processo de Eleição Direta (PED) petista.

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