Os três ex-diretores das organizações não-governamentais (ONGs) Centro Nacional de Cidadania Negra (Ceneg) e Agência de Desenvolvimento Sustentável do Brasil Central (Adebrac) alvos da ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) de Uberaba, em Minas Gerais, negaram as suspeitas de desvio e mau emprego de recursos públicos federais em convênios com a União, por intermédio da Fundação Cultural Palmares. O advogado Cláudio Júlio Fontoura, que representa Gilberto Caixeta da Silva e Adélio Leocádio da Silva, respectivamente diretor executivo e diretor administrativo do Ceneg à época dos fatos, adiantou, em nota, que a denúncia é genérica e vaga.

Com base em relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU), o MPF afirma que foram detectadas diversas irregularidades na execução de cinco convênios, firmados nos anos de 2000 e 2002. Teriam sido desviados mais de R$ 800 mil de um total repassado de R$ 3,362 milhões, conforme investigação da CGU. No comunicado, o advogado afirmou que seus clientes "podem acreditar na serenidade e independência do Poder Judiciário em repelir denúncias genéricas e vagas que buscam vilificar titulares de cargo público independentemente de sua culpabilidade".

Já o terceiro denunciado pelo MPF, o prefeito do município de Fronteira (MG), Sérgio Paulo Campos (PSDB), ex-diretor presidente da Adebrac, afirmou que ocupou por cinco ou seis meses a presidência da entidade e que não se lembrava dos fatos. Ele disse que não foi notificado e negou participar de qualquer irregularidade. "Não sei, literalmente, o que aconteceu. Uma coisa eu tenho certeza: esse negócio não tinha dinheiro. Eu não tinha nem salário", afirmou o prefeito.

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