NOVA YORK (Reuters) - Para os estilistas que espera sobressair-se em meio às dezenas de desfiles na Semana de Moda de Nova York, a música tem de ser uma escolha muito bem calculada para cada modelo. As melodias que acompanham os modelos pelas passarelas não só servem para manter os tempos e criar estados de espírito, mas também têm a intenção de enviar mensagens mais profundas sobre a comercialização e o conceito de comercialização de uma marca.

'Todo mundo pensa que simplesmente se escolhe uma canção', disse Kevin Edwards, que prepara a música para estilistas como Trazy Resse, cujo desfile foi feito no domingo.

'É um processo muito longo. Leva horas e consideramos centenas de músicas', acrescentou.

O estilista Rubin Singer, que trabalhou com Oscar de la Renta e Bill Blass antes de lançar sua própria grife, disse que a maioria de suas coleções é inspirada na música, incluindo a que apresentou na sexta-feira, no encontro da temporada de moda de Nova York.

'Boa parte de minha inspiração vem ao caminhar pelas ruas de Nova York, escutando música no fone de ouvido. É quando minha coleção começa a se materializar', disse Singer.

Com o tema 'viagem marítima nos anos 1940', Singer afirmou que a obra desta temporada foi 'facilitada' por uma canção chamada 'Hip Hop Chin Chin', que abriu e fechou o desfile.

Com um ritmo moderno e samplers com a voz de Frank Sinatra, os modelos desfilaram no ritmo da música. Singer também escolheu uma versão de 'Fever', de Peggy Lee, na voz de Christina Aguilera, e 'Boogie Woogie Bugle Boy', de Andrews Sisters.

(Por Martinne Geller com reportagem adicional de Michelle Nichols e Jan Paschal)

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