Tribunal suspende todos as concessões dadas ao pai de S. Goldman

RIO DE JANEIRO - O Tribunal Regional Federal da 2º Região, no Rio de Janeiro, suspendeu ontem todos os efeitos da sentença da Justiça Federal que, no início do mês, havia determinado a volta imediata do menino S., de 9 anos, aos EUA.

Redação com Agência Estado |

Agência Brasil
Pai biológico de S. Goldman

O desembargador Fernando Marques atendeu ao pedido da defesa do padrasto, João Paulo Lins e Silva, concedendo efeito suspensivo ao processo de apelação da sentença do juiz Rafael Pereira Pinto, da 16ª Vara Federal do Rio.

S. é disputado na Justiça pelo padrasto brasileiro e pelo pai americano, David Goldman, desde a morte da mãe brasileira, em 2008.

A suspensão vale também para a decisão que alterou a transição para a guarda provisória do pai, prevista inicialmente para acontecer nos EUA. O juiz havia decidido trocar o local para o Brasil, dando a Goldman o direito de passar seis dias da semana com o filho enquanto permanecesse no País.

Agora, S. permanecerá com a família brasileira até o fim da apelação, cujo julgamento não tem prazo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O caso

Nascido nos EUA, S. veio ao Brasil em 2004, trazido pela mãe, Bruna Bianchi. Desde então o pai tenta levar o filho de volta aos EUA com base na Convenção de Haia sobre sequestro internacional de crianças. Com a morte de Bruna, no ano passado, a batalha judicial passou a ser travada por Goldman e o padrasto do menino.

Após mais de quatro anos afastados, S. e o pai se encontraram neste ano no Rio, onde o menino mora com o padrasto, os avós maternos e a irmã, fruto do relacionamento de Bruna com Lins e Silva.

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