Tribunal nega liminar que pedia paralisação de obra em Jirau

Apesar da decisão, atividades não foram reiniciadas na hidrelétrica, porque Camargo Corrêa teria decidido resolver pendências

AE |

selo

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Rondônia e Acre negou liminar à ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que pediu a paralisação das obras na Usina Jirau até que fossem reconstruídos 36 alojamentos incendiados por um grupo na terça-feira.

Saiba mais:
- Incêndio em Hidrelétrica Jirau foi criminoso, diz entidade

- Greves em Jirau são consideradas ilegais pela Justiça

AE
Incêndio nas obras da Hidrelétrica de Jirau (3/4/2012)

Mesmo assim, as atividades não foram reiniciadas na hidrelétrica, porque a empresa Camargo Corrêa teria decidido inicialmente resolver algumas pendências.

Também foi negado pela juíza federal do Trabalho Maria Rafaela de Castro um outro pedido do Ministério Público do Trabalho. Os promotores queriam a concessão de liminar determinando que os contratos de todos os operários fossem mantidos, incluindo o direito à antecipação de "baixadas", como são classificados os períodos de descanso para visitar as famílias nos Estados de origem, com direito a passagem aérea, alimentação e hotel.

A juíza do Trabalho também determinou que a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) envie neste sábado uma equipe de fiscais ao canteiro de obras da Usina Jirau para verificar as condições de segurança e acomodação dos mais de 4 mil funcionários que estão em alojamentos no local.

Leia também: Trabalhadores fazem nova paralisação em obras em Jirau

Dos 3,2 mil trabalhadores que estavam nos quartos que foram queimados, cerca de 400 decidiram voltar à usina e ficar em dormitórios improvisados. A Camargo Corrêa acomodou em hotéis e enviou às suas cidades de origem mais de 2 mil trabalhadores, mas alguns teriam pedido cancelamento do contrato, se desligando da empresa.

A previsão é que as obras recomecem na Usina Jirau na próxima semana, quando alguns alojamentos forem reconstruídos, para abrigar trabalhadores que estão em hotéis de Porto Velho e os que pediram para ficar em quartos improvisados na própria hidrelétrica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG