Tribunal confirma guarda dos filhos de Michael para mãe do cantor

Fernando Mexía. Los Angeles (EUA.), 3 ago (EFE).

EFE |

- A Corte Superior do condado de Los Angeles concedeu hoje a guarda dos três filhos de Michael Jackson a Katherine, mãe do cantor, que continua sem acesso à gestão dos bens deixados pelo "rei do pop".

Como estava previsto, o juiz Mitchell Beckloff confirmou Katherine como tutora permanente dos três filhos de Michael depois que, na semana passada, os advogados da avó das crianças e da mãe dos dois mais velhos, Debbie Rowe, chegaram a um acordo extrajudicial sobre a custódia.

"É do melhor interesse dos menores", disse o magistrado em uma audiência oral que se prolongou durante toda a manhã em Los Angeles e à qual assistiram cerca de 25 advogados, Katherine e três dos irmãos de Michael: Rebbie, Randy e La Toya.

Beckloff marcou uma nova audiência para 2 de outubro para avaliar as circunstâncias nas quais as crianças estão.

Prince Michael, de 12 anos, Paris Michael, de 11 anos, e Prince Michael II, apelidado de "Blanket", de 7 anos, cuja mãe não foi identificada, seguirão sob os cuidados de Katherine, de 79 anos, como estabelecido por Michael Jackson e como tinha ordenado o juiz provisoriamente depois da morte do artista, em 25 de junho.

Debbie Rowe terá direitos de visitas sobre os filhos, Prince e Paris, que estarão supervisionados por um psicólogo, e manterá a pensão acertada com o rei do pop após a separação de ambos, em 1999, depois de três anos de casamento.

A segunda ex-mulher de Michael não terá maior compensação financeira, segundo o estipulado pelas duas partes.

O juiz Beckloff estabeleceu o valor que a avó receberá para cuidar das crianças, que virá do patrimônio do cantor, mas o número não foi revelado e será revisado em uma audiência fixada para 11 de janeiro de 2010.

Os progressos foram menores sobre como se administrará a herança do artista, que continuará sendo gerida de forma temporária e exclusiva, pelo menos até 2 de outubro, pelos executivos nomeados por Michael Jackson em seu testamento, John Branca e John McClain.

O magistrado estendeu a autorização que emitiu a favor de Branca e McClain em 6 de julho, quando foi divulgada a última vontade do cantor, datada de 2002, e deu a aprovação oficial a esse documento, sobre o qual agora as partes têm 120 dias de prazo para apresentar suas reivindicações.

Este é um trâmite legal necessário para a validação do indicado por Michael, sobre o que os advogados da família Jackson ainda não apresentaram nenhuma objeção formal.

O representante legal de Katherine expressou na semana passada sua intenção de solicitar ao juiz que a mãe do cantor seja admitida como cogestora do patrimônio de Michael, embora para isso tenha que rejeitar o atual testamento que, mais tarde, concede 80% da herança a ela e a seus netos.

Os advogados de Katherine afirmaram que Branca e McClain estavam ocultando deliberadamente informação da mãe do artista sobre os contratos assinados com a AEG, a empresa que organizou os shows previstos em Londres em julho, e que poderiam derivar muito dinheiro para o patrimônio familiar.

Beckloff intimou os administradores a se apresentarem em 10 de agosto na Corte com o maior número de documentos relevantes para as partes, entre os quais deve estar o contrato assinado pela AEG com Branca e McClain para a exploração dos materiais gravados por Michael nos ensaios antes de morrer. EFE fmx/db

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