SÃO PAULO - O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) de São Paulo condenou na quarta-feira (10) o juiz federal Salem Jorge Cury a nove anos e quatro meses de prisão, multa e perda do cargo por falsidade documental e coação no curso do processo. O advogado e ex-diretor de secretaria da vara Federal de Jales, Vander Ricardo Gomes de Oliveira, também foi condenado a cinco anos e três meses de prisão e multa.

Segundo a denúncia das procuradoras Mônica Nicida Garcia e Luiza Cristina Fonseca Frischeisen, entre 2002 e 2003, Oliveira assinou ofícios, portarias, despachos e até sentenças em nome do juiz. A prática tinha a autorização, concordância e orientação de Cury.

Durante as investigações, o juiz chegou a ameaçar duas servidoras públicas obrigando-as a mentir em depoimentos à Polícia Federal e ao Tribunal para que o isentassem das acusações.

A sessão que definiu a condenação do juiz Cury e do ex-servidor Oliveira foi realizada na quarta-feira (10). Os desembargadores do Tribunal estipularam pena de 5 anos e 3 meses de reclusão e 210 dias-multa no valor de um salário mínimo cada um (R$ 87.150,00) ao juiz e a Oliveira pelo crime de falsidade documental.

Cury também foi condenado por mais quatro anos e um mês de prisão, mais 204 dias-multa (R$ 84.660,00) pelo crime de coação no curso do processo. Foi decretada ainda a perda do cargo de juiz federal. Oliveira já havia sido exonerado do cargo de diretor da secretaria.

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