Treze pessoas acusadas de clonar cartões de crédito são presas no Rio

RIO DE JANEIRO - Treze integrantes de uma quadrilha de estelionatários, acusados de clonar cartões de crédito, foram presos na manhã desta quarta-feira, em diversos bairros da cidade, durante operação desencadeada por policiais do Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (NUCC-LD), com apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Na ação, foram apreendidos cinco computadores, uma impressora, equipamentos para clonar cartões, uma TV LCD, duas pistolas, munições, cerca de R$ 3 mil em dinheiro e grande quantidade de cartões de crédito.

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Os criminosos foram presos na Barra da Tijuca e Jacarepaguá, na Zona Oeste, Piedade, Vista Alegre e Vicente de Carvalho, no subúrbio, Ipanema e Copacabana, na Zona Sul e Tijuca, na Zona Norte do Rio, além de Niterói, na região Metropolitana, Magé, Baixada Fluminense e Rio das Ostras, Baixada Litorânea. Nestes locais os agentes cumpriram 13 mandados de prisão e um de busca e apreensão. Um integrante do bando ainda está foragido, segundo o delegado Rodrigo Oliveira, titular da Core.

De acordo com os agentes, os bandidos se passavam por funcionários de operadoras de cartões de crédito. Eles compareciam nos estabelecimentos comerciais e informavam aos responsáveis que precisavam atualizar a máquina utilizada para compras com cartões. Em seguida, a substituíam por um outro equipamento idêntico, que clonava os cartões dos clientes. Depois, acessavam os dados das vítimas através de uma espécie de rede montada por eles mesmos, compravam mercadorias com os cartões clonados e revendiam pela metade do preço.

Ainda segundo os policiais, um integrante da quadrilha tinha acesso ao cadastro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde fazia o levantamento de todos os dados das vítimas, como nome, data de nascimento, banco e bandeira, pois dependendo do valor da compra efetuada, a máquina pede outra informação do cliente, além da senha do cartão.

De acordo com Flávio Porto, coordenador do NUCC-LD, os agentes chegaram até o bando durante uma investigação de lavagem de dinheiro de uma facção criminosa de traficantes do Rio. Há cerca de um ano, os policiais verificaram que um membro do grupo de estelionatários dava suporte financeiro aos bandidos, quando foi desencadeada uma nova investigação no sentido de identificar e prender os envolvidos em clonagem de cartões de crédito.

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