Três empresas ficam proibidas de prestar serviços a órgãos públicos

BRASÍLIA - A Controladoria Geral da União (CGU) declarou nesta terça-feira a inidoneidade das empresas Conservo Brasília Serviços Técnicos Ltda, Conservo Brasília Empresa de Segurança Ltda e Expresso 21.com Ltda para prestação de serviços a órgãos públicos. As empresas atendiam os Ministérios da Justiça, dos Transportes e da Ciência e Tecnologia, além de órgãos como o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Os contratos destas empresas previam a alocação de mão-de-obra e prestação de serviços nas áreas de segurança, limpeza, informática e eventos.

O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, emitiu a decisão sobre processo administrativo que apurou irregularidades em contratos com vários órgãos da administração federal. A decisão leva em conta relatório de auditorias feitas pela corregedoria, em colaboração com a Polícia Federal, na chamada Operação Mão-de-Obra.

Um relatório da CGU aponta que as fraudes ocorreram em vários processos licitatórios e envolveu servidores públicos.

O pregoeiro Jean Viegas Alves, servidor do  Departamento Nacional de Produção Mineral, foi o único demitido. Em janeiro deste ano, ele foi afastado do serviço público por ter favorecido o Grupo Conservo em troca de benefícios pessoais. Ele teria suspendido a licitação, vazado informações sobre a lista de licitantes e combinado horários para abertura de sessão, entre outras ações. Outros servidores envolvidos nas irregularidades estão respondendo ou deverão responder processos.

Lista de inidôneas

As três empresas somam-se às outras cinco que constam na lista de empresas impedidas de atuar junto a órgãos públicos devido a fraudes. Em julho do ano passado, a Construtora Gautama foi declarada inidônea, após envolvimento em irregularidades em obras investigadas pela Operação Navalha.

Em março deste ano, as quatro empresas do Grupo Planam passaram a compor a lista por prática fraudulenta de vendas de ambulâncias a prefeituras, apurada na chamada Operação Sanguessuga. Ainda tramitam processos contra as empresas Brasília Soluções Inteligentes Ltda, Fortesul Serviços, Construções e Saneamento Ltda e Orion Serviços e Eventos Ltda.

Leia mais sobre: fraudes

    Leia tudo sobre: fraudefraudes

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG