Tremores em prédio força TJ-AL a dar férias a servidores

O pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) decidiu, na sessão administrativa de hoje, instituir férias coletivas para os servidores e juízes que atuam no Fórum Central de Maceió. A decisão foi tomada em meio à polêmica sobre a estrutura do prédio, que vem apresentando tremores e assustando os servidores da Justiça, juízes, promotores, advogados e usuários do fórum, por onde circulam cerca de mil pessoas por dia.

Agência Estado |

Os primeiros tremores fortes foram registrados no dia 7 de agosto. Novas ocorrências foram sentidas na sexta-feira, levando o Sindicato e a Associação dos Servidores da Justiça Estadual, além da Associação do Ministério Público de Alagoas, a suspenderem as atividades no local. Os trabalhos serão paralisados a partir de quinta-feira, quando serão iniciadas as obras de reforma, e retornarão após 30 dias. Os plantões forenses acontecerão na Corregedoria-Geral da Justiça e a distribuição dos processos será feita na sede da Turma Recursal - 1ª Região, que fica anexa ao prédio interditado.

O presidente do TJ, desembargador José Fernandes de Hollanda Ferreira, disse que a interdição por 30 dias é atitude preventiva e serve também para a reforma estrutural no prédio, que seria prejudicada com a entrada e a saída de pessoas. Mesmo assim, Ferreira insiste em dizer que o prédio é seguro e que os tremores que correram foram ocasionais, e não causaram danos materiais ao prédio. "Os técnicos reafirmaram que não há risco de desabamento, porém, o fluxo normal de pessoas no local dificultaria o andamento das obras. Essa decisão do pleno foi a maneira mais sensata de não prejudicar servidores, juízes, promotores e advogados que atuam no prédio."

A entrada no prédio está restrita apenas aos técnicos responsáveis pela reforma, aos servidores e aos juízes que, eventualmente precisem ter acesso ao local. Mesmo assim, essas pessoas devem se dirigir ao prédio do TJ para assinar um termo de responsabilidade. As tabelas de férias dos juízes e servidores serão atualizadas em função da medida. "As atividades ficarão prejudicadas. Porém, o pânico já havia tomado conta dos servidores, que optaram por paralisar as atividades nas Varas", disse o desembargador.

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