SÃO PAULO - O tremor de 5.2 graus na escala Richter que ocorreu por volta das 21 horas de terça-feira a 270 km do litoral de São Paulo, com duração de cerca de cinco segundos, foi o suficiente para romper uma tubulação de água do município de Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo.

Segundo informações da prefeitura da cidade, por volta das 22 horas uma das emendas da tubulação de abastecimento de água, localizada no distrito Cesar de Souza, se rompeu e afetou cerca de cinco mil residências. Os cerca de 20 mil habitantes que recebem água desta rede estão concentrados na zona leste do município.

Cerca de 20 funcionários do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), responsável pelo abastecimento, foram ao local e passaram madrugada de hoje consertando o estrago. De acordo com a prefeitura, por volta das 8 horas o abastecimento já havia sido restabelecido.

Novos tremores

O terremoto registrado nesta terça-feira foi gerado graças a um "rompimento" das placas tectônicas da região. "As placas vão se movimentando, o que é normal, mas, em uma determinada hora, elas perdem uma espécie de elasticidade e se rompem", disse o especialista em sismologia da Universidade de Brasília (UnB), Dr. Lucas Vieira Barros.  

Segundo Barros, novos tremores podem ocorrer nos próximos dias, porém, com menor intensidade. "Não descartamos a possibilidade de um novo terremoto dessa magnitude, mas a probabilidade é muito pequena. Agora a situação tende a se normalizar e os outros possíveis tremores serão de menor intensidade", disse.

O fenômeno, ocorrido na terça-feira, durou cerca de três segundos e foi sentido em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas. Moradores dos cinco Estados ficaram muito assustados, mas não há registro de vítimas. 

"Tudo tremeu aqui em Ubatuba (litoral de São Paulo). Às 21h, o mar agitou e, até as 22h, as ondas cobriram a praia e ficaram barulhentas.", relatou Sérgio, internauta do iG. "Estou em Balneário Camboriu (Santa Catarina) e senti um tremor aqui.Durou cerca de 10 segundos. (foi de baixa intensidade, mas foi claramente percebido)", contou o internauta André Persuhn.

Agência Brasil

Especialista explica fenômeno

Segundo os especialistas, a preocupação com relação a um tsunami não é cabível. "Não existe esse risco, as condições geológicas do Brasil não favorecem esse tipo de fenômeno", disse o sismólogo Afonso Vasconcelos.

Outros terremotos

Medições feitas no observatório sismológico de Brasília mostram que, nos últimos dez anos, mais de 5 mil abalos foram registrados no País, sendo 400 deles com magnitude igual ou superior a 3 graus na escala Richter.

O maior terremoto, até então, que já havia sido registrado no Estado de São Paulo atingiu 5,1 graus na escala Richter, em 27 de janeiro de 1922, na cidade de Mogi-Guaçu. O terremoto mais forte registrado no País atingiu 6,2 graus na escala Richter - o evento ocorreu em 1955 em Porto dos Gaúchos (MT).

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