O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deve liberar somente na quarta-feira os oito quilômetros da BR-101 no litoral sul de Santa Catarina. O trecho que vai do quilômetros 404 ao 412, entre os municípios de Maracajá e Araranguá, ainda tinha um metro de água sobre a pista até o fim da tarde de hoje, em decorrência da enchente que desabrigou e desalojou 2.212 pessoas.

A forte chuva que caiu sobre a região no fim de semana - cerca de 200 milímetros, equivalente ao previsto para todo o mês de janeiro - atingiu 18 municípios, dos quais 10 se consideram em situação de emergência. Conforme o diretor do DNIT, major Márcio Luiz Alves, o número de cidades em situação de emergência deve aumentar.

O rio Araranguá chegou, no domingo, a quatro metros e trinta centímetros acima do leito normal, provocando uma das piores enchentes dos últimos anos na região. Mesmo com o nível tendo baixado à metade no fim da tarde de hoje em relação ao ápice da cheia, a BR-101 continuou interditada.

Ônibus e carros de passeio utilizavam hoje um desvio com fluxo nos dois sentidos que aumenta em 30 quilômetros, enquanto 200 caminhões se mantinham parados nos postos e acostamentos nas margens da rodovia. O transporte de cargas entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul está sendo feito apenas pela BR-116.

Entre os dias 22 e 25 de novembro, Santa Catarina viveu uma das piores catástrofes meteorológicas de sua história. Oficialmente, 135 pessoas morreram e seis continuam desaparecidas. Praticamente todas as mortes foram decorrentes dos deslizamentos de terra ocorridos na região do Vale do Rio Itajaí.

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