TRE considera bem-sucedida entrada do Exército no Rio

A tranqüilidade com que as Forças Armadas ocuparam comunidades da zona norte e da zona oeste do Rio foi resultado da estratégia montada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de avisar com antecedência onde seria atuação militar para que os marginais se afastassem, afirmou hoje o presidente em exercício do órgão, desembargador Alberto Motta Moraes. Para ele, a sensação de segurança nos locais não foi falsa, mas ele disse também ter a certeza de que assim que as tropas militares deixarem as favelas, os traficantes e milicianos vão voltar a agir.

Agência Estado |

"Às Forças Armadas não cabe o exercício de polícia. Pergunta-se o que vai acontecer, mas o que se procura (com essa operação) é transmitir uma tranqüilidade momentânea", afirmou Motta Moraes. Até a noite de hoje, nenhum candidato a prefeito ou vereador acionou o TRE-RJ para solicitar agendamento de comícios nas comunidades ocupadas. Em conjunto com o Comando Militar do Leste (CML), o tribunal designou um espaço por favela para a realização de campanha, entre meio-dia e 18 horas, durante a permanência dos militares. Apenas nesses locais a segurança é garantida.

"Se o candidato decidir (circular por outras áreas) e houver algum problema, o problema é dele", avisou Motta Moraes. Segundo o desembargador, caso nenhum candidato se interesse em procurar o TRE para agendar um horário, significa que a reclamação feita por alguns deles de que tinham problema para entrar em localidades dominadas por traficantes ou milicianos era apenas "midiática".

Polícia Federal

A Polícia Federal cumpriu hoje 44 mandados de busca e apreensão de provas contra a prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, por crime de coação eleitoral. De acordo a PF, os agentes apuravam denúncias de que Núbia estaria ameaçando diretores, professores e funcionários de escolas e creches municipais com a perda de funções gratificadas e mudanças de lotação, caso os servidores não conseguissem eleitores para a prefeita e vereadores de seu grupo político.

Núbia já foi afastada do cargo por fraude em novembro de 2006, mas retornou ao cargo. Em janeiro deste ano, a Justiça decretou a prisão de 19 pessoas por fraude em licitações no município, entre outros, o pai de Núbia, o ex-prefeito de Magé, Charles Cozzolino (PMDB), e a irmã dela, a secretária de Fazenda da cidade, Núcia Cozzolino.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG