Pelo menos quatro hospitais públicos de São Paulo manifestaram interesse em realizar cirurgias de colocação de prótese mamária em travestis e transexuais. Segundo a coordenadora do programa estadual de DSTs/Aids do Estado, Maria Clara Gianna, ainda serão estabelecidos protocolos e em até três meses este procedimento e a terapia hormonal - administração de hormônios para conferir identidade feminina, como ausência de pelos no rosto - já estarão disponíveis.

A pasta inaugurou na tarde de ontem um ambulatório na zona sul da capital paulista especial para o atendimento geral de saúde de travestis e transexuais e anunciou a disponibilização dos procedimentos. Segundo Maria Clara, o serviço oferecerá clínica geral, urologia e proctologia, entre outras. Será realizada avaliação psicológica de todos os pacientes que quiserem se submeter à cirurgia de mamas, à hormonioterapia ou à cirurgia de mudança de sexo, já realizada em hospitais.

A iniciativa foi elogiada por responsáveis por serviços semelhantes. Segundo a endocrinologista Amanda Thayde, do ambulatório de Disforia de Gênero da Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do RJ, o conselho de medicina só permite a terapia com hormônios para transexuais (indivíduo que nasceu no corpo de homem mas se considera mulher, por exemplo), antes e após a cirurgia de mudança de sexo, e não para travestis (um homem com identidade feminina, que não tem necessidade de mudar o sexo, por exemplo). Além disto, afirma Amanda, as cirurgias de mama nem sempre são necessárias porque os hormônios garantem seu desenvolvimento. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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