Transponder do jato Legacy não foi desligado propositalmente, afirma FAB

BRASÍLIA - O relatório final da Aeronáutica sobre as causas do acidente entre um Boeing da Gol e um jato Legacy, em 2006, aponta que os pilotos norte-americanos Joe Lepore e Jan Paladino estavam com o transponder (aparelho que alerta sobre riscos de colisão) desligado durante a colisão. Porém, o mesmo parecer apurou que o aparelho não foi desligado intencionalmente.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

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O Boeing da Gol fazia o trajeto que ia do aeroporto de Manaus (AM) até o Rio de Janeiro, capital, com previsão de escala em Brasília (DF), quando, ainda sobrevoando o norte do País, colidiu com o jato Legacy, da empresa de táxi aéreo americana ExcelAire. Os 154 ocupantes do avião da Gol morreram, mas nenhum ocupante do jato se feriu.

De acordo com o chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Jorge Kersul Filho, no dia do acidente, o transponder do jato Legacy ficou desligado por 58 minutos.

"O transponder é ligado no momento da decolagem e, normalmente, só vai ser desligado após o pouso. (...) Não existe nada que comprove que houve intenção de fazer isso [desligar o transponder], por isso, a hipótese mais provável é que ele tenha sido desligado inadvertidamente", disse o coronel.

Kersul pondera ainda que o relatório da Aeronáutica não aponta culpados pelo desastre, e sim fatores que contribuíram para a ocorrência do acidente. Amigos e familiares das vítimas garantem, entretanto, que irão recorrer da decisão do juiz federal de Sinop (MT), Murilo Mendes, que absolveu os pilotos do jato Legacy da acusação de negligência. Segundo eles, o parecer do Cenipa reforça a culpa dos norte-amerianos.

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