RIO DE JANEIRO - Marco religioso e turístico do Rio de Janeiro, a Igreja Nossa Senhora da Penha, na zona norte da cidade, vem sendo usada por traficantes de drogas de favelas para monitorar a movimentação de policiais na região. A informação foi confirmada no domingo pelo arcebispo do Rio, D.Orani Tempesta.

D.Orani participou, no domingo, de procissão da 374ª Festa de Nossa Senhora da Penha, que passou por várias ruas do bairro - muitas delas palco da mais recente guerra travada entre gangues de traficantes e a polícia fluminense, que deixou saldo de 46 mortes.

Erguido sobre um monte rochoso, o santuário é cercado por favelas e tem vista panorâmica de vários bairros da área disputada por criminosos. "Quando há um problema qualquer, eles (traficantes) usam a torre para olhar quem está chegando", afirmou o arcebispo, que não soube informar, no entanto, se os criminosos entram armados na igreja. "Essas coisas acontecem em tudo quanto é lado. Não só em igrejas, mas também em casas e outros locais. Faz parte dessa guerra urbana. Acho que é uma preocupação de todos nós. A Igreja não está isenta disso", acrescentou.

D. Orani também confirmou que já conversou com autoridades estaduais e municipais sobre a invasão de traficantes. Ele disse que não iria pedir aumento do policiamento no local, por não ser sua atribuição. "Como cidadão, a gente também tem direito de reclamar e de dizer. Já conversamos sobre isso. Não é novidade nem para o governo do Estado nem para o municipal", afirmou d. Orani. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Guerra

A guerra pelo controle do tráfico de drogas se intensificou quando criminosos da facção Comando Vermelho tentaram invadir no último dia 17 o Morro dos Macacos, localizado na zona norte da cidade, controlado pela quadrilha Amigos dos Amigos.

Um helicóptero da PM foi derrubado pelos bandidos, matando três policiais. Desde então, os confrontos na cidade já deixaram mais de 40 mortos.

*Com informações da Agência Estado

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