O colombiano Nestor Ramon Caro-Chaparro, de 42 anos, preso hoje em Copacabana, no Rio de Janeiro, estava entre os quatro maiores traficantes da Colômbia. Segundo o delegado federal João Luiz Caetano de Araújo, diretor da Delegacia de Repressão a Entorpecente no Rio, ele não era ligado efetivamente a nenhum cartel, mas encabeçava a operação de tráfico que, passando pelo Brasil, remetia toneladas de cocaína para a região de Nova Inglaterra, no leste dos Estados Unidos.

"Ele chefiava uma organização grande. Por isso o qualificam como do nível do Juan Carlos Abadia", afirmou Araújo. Segundo dados do Departamento de Estado norte-americano, em um ano ele teria remetido cinco toneladas da droga. A Polícia Federal brasileira, porém, não sabe como a cocaína chega da Colômbia ao Brasil e por qual porto ela é exportada em contêineres para a América do Norte.

O colombiano era procurado desde setembro de 2001, quando foi indiciado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no Distrito Leste de Nova Iorque. Sua prisão começou a ser escrita ontem, quando agentes americanos foram ao escritório do Grupo de Investigações Sensíveis (Gise) da Polícia Federal no Rio. Anunciaram a localização de um fugitivo da justiça dos EUA, com mandado de prisão pela Interpol e que a recompensa por ele era de US$ 5 milhões de dólares. Segundo eles, o traficante morava em Copacabana há cinco anos.

Após a confirmação da existência do mandado de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), expedido a partir de um pedido de extradição feito pelo governo americano, os policiais federais e os agentes americanos foram para Copacabana realizar a prisão.

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