Eles não são tradicionalistas só no nome. A Traditional Jazz Band chega aos 45 anos se mantendo fiel à vertente mais pura do estilo musical nascido em New Orleans, nos Estados Unidos.

Eles vão subir ao palco do Theatro São Pedro, na Barra Funda, em São Paulo, no próximo dia 19, para o show em comemoração aos 45 anos de carreira. Banda mantém repertório só com ritmos das raízes do jazz da primeira metade do século passado: ragtime, charleston e bebop. Nada de estilos mais modernos como acid, nu, fusion ou cool jazz. O que não significa, ainda mais no jazz, falta de criatividade.

"Uma orquestra sinfônica se caracteriza pela disciplina em seguir o preestabelecido. No jazz, não. Eu toco uma música hoje e vou tocá-la amanhã de outra maneira, porque depende do estado de espírito do músico. E é uma improvisação coletiva. Cada um tem o seu momento para improvisar um solo. É como se fosse uma conversação entre os integrantes da banda", conta o trompetista Austin Roberts, de 70 anos.

Além de Roberts, outros cinco dos sete integrantes são paulistanos: Edo Callia, no piano; Carlos Chaim, no contrabaixo; Eduardo Bugni, na guitarra e banjo; William Anderson, no trombone; e Marcos Mônaco, no sax e clarinete. O baterista Alcides de Oliveira Lima, o Cidão, é de Sorocaba. Os instrumentos compõem a formação clássica do jazz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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