Trabalhadores portuários do Brasil realizam greve de 24 horas

SÃO PAULO (Reuters) - Os trabalhadores portuários realizam nesta quarta-feira uma paralisação de 24 horas em todo o Brasil, porém alguns terminais nos principais portos mantêm o funcionamento. A manifestação foi organizada pelas Federações Nacionais dos Portuários (FNP), dos Estivadores (FNE) e dos Conferentes (Fenccovib) e teve início às 7h desta quarta.

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De acordo com Wilton Barreto, presidente da Federação Nacional dos Estivadores, 'há 99 por cento de adesão', sendo que a única exceção é o porto de Santos, que ainda não aderiu ao movimento.

A adesão ao movimento, no entanto, varia de porto para porto. Em Rio Grande (RS), estão em greve apenas os trabalhadores que atuam nos terminais públicos, segundo o sindicato local. Aqueles dos terminais privados estão trabalhando.

No Porto de Paranaguá (PR), de acordo com o sindicato local, a adesão é de cerca de 4 mil trabalhadores, mas os navios graneleiros estão sendo carregados no terminal público, diferentemente do que acontece no privado, onde os estivadores estão de braços cruzados.

Em Paranaguá, o embarque dos grãos no terminal público é uma das poucas operações que ocorrem no porto, de acordo com o sindicato.

Autoridades portuárias avaliam que os eventuais atrasos nos trabalhos decorrentes da paralisação deverão ser compensados posteriormente pelos trabalhadores. Ainda não é possível quantificar os prejuízos totais, acrescentaram as fontes.

Os trabalhadores têm várias reivindicações, especialmente algumas relacionadas a direitos trabalhistas dos chamados avulsos. Eles dizem que alguns terminais privados não estariam seguindo a legislação, preferindo trabalhar apenas com funcionários próprios.

Na terça-feira, os portuários tiveram uma reunião com o ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, para levar as suas reivindicações.

'O ministro nos atendeu de forma muito cordial e sinalizou que o porto do Rio de Janeiro será um porto-piloto para a nova estrutura portuária', explicou Barreto à Reuters.

Segundo ele, no dia 29 haverá uma reunião para debater a questão do porto-piloto, e no dia 31 a categoria deverá fazer uma nova avaliação da situação para definir se intensifica o movimento.

(Reportagem de Camila Moreira e Roberto Samora)

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