Trabalhadores fazem nova paralisação em obras em Jirau

A assessoria de imprensa da Camargo Corrêa informou que a paralisação ocorreu por um reflexo de uma outra greve, a de operários da Enesa Engenharia S/A

Wilson Lima, iG Maranhão |

Trabalhadores das obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, paralisaram as atividades nesta terça-feira (13)

A assessoria de imprensa da Camargo Corrêa informou que a paralisação ocorreu por um reflexo de uma outra greve, a de operários da Enesa Engenharia S/A, iniciada na sexta-feira da semana passada. A construtora ingressou com uma ação na Justiça, requerendo a ilegalidade do movimento grevista de seus funcionários em Jirau.

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Nesta quinta-feira haverá uma audiência de conciliação entre empregados e a direção da Camargo Corrêa, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Rondônia. Os advogados da Camargo Corrêa classificaram a paralisação como abusiva.

Os operários reclamam de problemas nas condições de trabalho e pedem melhorias salariais. A empresa além de ser responsável pela construção da usina, detém 9,9% de participação no consórcio Energia Sustentável do Brasil S.A. que também engloba a GDF Suez (50,1%), a Eletrosul (20%) e o Chesf (20%).

Essa é a segunda paralisação em menos de uma semana em Jirau relacionada a problemas salariais. Na sexta-feira, os empregados da Enesa iniciaram uma paralisação requerendo aumento de 20% nos salários, o aumento do vale-alimentação para R$ 510 e pagamento de 100% de todas as horas extras. A interrupção das atividades da Enesa paralisou as obras em Jirau por motivos de segurança.

Segundo o TRT de Rondônia, houve um acordo para suspender a paralisação até o dia 30 de março, quando haverá uma nova rodada de negociações entre empregados e a direção da Enesa. Apesar disso, durante esta quarta-feira, trabalhadores da Enesa também estavam de braços cruzados em Jirau. Movimentos sociais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) estimam em 20 mil o número de funcionários que estejam com as atividades paralisadas.

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