Trabalhadores dos Correios de São Paulo, Pará e Rondônia saem da greve

Os sindicatos dos Correios dos Estados de São Paulo, Pará e Rondônia decidiram, em assembleias realizadas nesta quinta-feira, aceitar a proposta da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e sair da greve da categoria, que começou no último dia 16.

Redação |

A ECT afirma que, com as novas adesões, 13 dos 35 sindicatos já aceitaram o acordo bianual - que prevê reajuste de 9% a partir de agosto de 2009 e aumento linear de R$ 100,00 a partir de janeiro de 2010. Para a greve ser encerrada, 18 sindicatos têm que aderir à proposta.

Os 13 que não estão mais em greve são: São Paulo, Rondônia, Pará, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Uberaba-MG, Santa Maria-RS, Bauru-SP, Ribeirão Preto-SP e Santos.

A previsão da empresa é de que a carga atrasada em São Paulo esteja regularizada no prazo de três dias. A empresa afirma que, na Grande São Paulo, cerca de 15 milhões de correspondências e encomendas estejam atrasadas. Em todo o País, há 306 mil encomendas e 48 milhões de correspondências com entrega fora do prazo.

Sem acordo

Terminou sem acordo a audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) dos servidores da ECT , em greve desde o dia 16 deste mês. O vice-presidente do tribunal, ministro João Oreste Dalazen, rejeitou o pedido dos trabalhadores de nova audiência e decidiu enviar a demanda a dissídio.

No início da tarde, o ministro havia apresentado uma proposta de reajuste aos servidores de 4,5% mais R$ 100 de forma linear à categoria a partir de agosto deste ano e a concessão, em agosto de 2010, apenas do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A proposta dos Correios prevê, além de reajuste salarial retroativo a agosto deste ano, mais R$ 100 de aumento linear a partir de janeiro de 2010 e reajuste dos valores dos benefícios (vale-alimentação, vale-cesta, auxílio-creche). Os sindicatos reivindicam reajuste de 41,03%, aumento real de R$ 300 sobre os valores já reajustados e gatilho salarial toda vez que a inflação atingir 3%.

Segundo os Correios, o índice de adesão à greve é de apenas 10% dos 109 mil empregados. Já o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores dos Correios (Fentect), José Rivaldo da Silva, afirma que a adesão nos Estados chega a 60%.

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