A chuva intensa e ininterrupta da manhã de terça-feira à madrugada de hoje no Rio Grande do Sul fez a sexta vítima fatal. Vilmar Silva, 55 anos, caiu do telhado e acabou se afogando dentro da sua casa em Turuçu.

O temporal também deixou uma pessoa desaparecida e cerca de duas mil desabrigadas, além de tráfego obstruído pela queda de pontes e pelo afundamento do asfalto em rodovias da zona sul do Estado. Os estragos foram maiores em Capão do Leão, Turuçú, Pelotas e Cristal. Os corpos foram resgatados ao longo do dia à medida em que as águas baixavam.

AE

Moradores tentam salvar pertences após enchente em Pelotas. A cidade está
isolada, com alguns bairros completamente alagados.



Além de Silva, em Capão do Leão, o bebê Gustavo Medeiros Matias, de um ano e quatro meses, levado pelas águas da enchente, estava preso na cerca de um terreno. Um casal de idosos, não identificado até o final da tarde, foi encontrado dentro de uma casa próxima a um riacho. No limite do município com Pelotas, à margem do Arroio Fragata, foi localizado o casal Pedro Rodrigues, 54 anos, e Ivanir Castro Rodrigues, 52 anos. Eles estavam num carro que trafegava sobre uma ponte levada pela correnteza.

No início da noite mergulhadores contratados pela América Latina Logística ainda buscavam o maquinista Adão Luiz Martinez Almeida, desaparecido no início da madrugada, quando o trem que conduzia, com 62 vagões vazios, descarrilou entre Canguçu e Pelotas. Ao final do dia, a Defesa Civil contabilizava um saldo de 730 pessoas desabrigadas e mais 1,2 mil desalojados.

Das 10 horas de quarta-feira às 10 horas de hoje, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 134,4 milímetros de chuva em Pelotas, enquanto a média de todo o mês de janeiro é de 107 milímetros. Amanhã a perspectiva é de sol, mas a formação de um ciclone extratropical no Oceano Atlântico deve provocar pancadas de chuva e ventania no final de semana.

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