O feriado prolongado de Corpus Christi deste ano foi mais violento nas estradas estaduais paulistas, se comparado com o mesmo período de 2008. Dados do Comando de Policiamento Rodoviário e da Secretaria de Estado dos Transportes mostram que houve 60 mortes entre quarta-feira e domingo, um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado - entre 21 e 25 de maio, quando foram registradas 50 mortes.

Também aumentou o número de motoristas autuados por dirigir embriagados. Foram 70 nos cinco dias de operação ante 42 no ano passado. O número de acidentes ficou praticamente estável, passando de 1.164 para 1.168.

Isoladamente, a Secretaria dos Transportes faz, porém, um cálculo diferenciado em seu balanço sobre vítimas fatais e acidentes em operações especiais. Além dos números absolutos, são levados em conta a extensão das rodovias e o volume de veículos que passam por elas. Dessa forma, pelos dados da pasta de Transportes houve redução de 20% no número de acidentes este ano. O Índice de Acidentes (IA) foi de 0,8 neste feriado e de 1,0 no ano passado. O índice de mortos também apresentou redução, passando de 4,4 para 4,2.

As rodovias federais paulistas apresentaram uma redução de 50% no número de mortes. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram registradas três vítimas fatais: duas na Rodovia Fernão Dias e uma na Presidente Dutra. No período equivalente de 2008, houve seis mortes nas federais. O número de acidentes foi exatamente o mesmo em relação ao período anterior: 120. Por outro lado, a quantidade de feridos subiu 20%, passando de 45 para 54. Segundo especialistas, um dos efeitos da lei seca é reduzir a gravidade dos acidentes e, por isso, em muitos casos, as mortes são reduzidas, embora a quantidade de acidentes permaneça inalterada ou apresente alta.

As rodovias federais de Minas Gerais registraram uma grande alta nos acidentes durante o feriado. Segundo a PRF, foram 353 neste ano, ante 130 do período equivalente em 2008. A quantidade de vítimas fatais, no entanto, caiu de 22 para 16. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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