Total de clínicas de reprodução humana dobra em 5 anos

As sociedades brasileiras de Reprodução Assistida (SBRA) e de Reprodução Humana (SBRH) têm constatado a explosão de clínicas do setor. Em menos de cinco anos, dobraram.

Agência Estado |

Hoje, são cerca de 200. Alguns hospitais públicos também passaram a atender. Mas neles as filas são imensas. Em Brasília, são 4 mil mulheres. Em Goiânia, mais de 200. A estimativa nacional é de 90 mil casos por ano à espera de um tratamento, mas as redes pública e particular têm capacidade para atender 20 mil.

Há uma década, quando o bebê de proveta já era uma realidade mundial, as técnicas tinham uma taxa de fertilização em torno de 30%. Hoje, com a ICSI, a chance de engravidar é de 50%. Sem tratamento, um casal que adota métodos naturais tem 20% de probabilidade mensal de gerar um filho. Com índices tão positivos, procura elevada e um número maior de mulheres adiando a maternidade, as clínicas particulares proliferaram.

Os planos de saúde não cobrem a reprodução assistida, mas pagam os exames. Os preços de um tratamento FIV começam em R$ 8 mil para mulheres abaixo de 40 anos e superam os R$ 20 mil para as mais velhas. Um método como a inseminação intrauterina não passa de R$ 2 mil. “Quando se queimam etapas, deixa de ser ciência e vira mercantilismo”, diz o presidente da SBRH, Waldemar Naves do Amaral.

Eduardo Nunomura

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