O técnico Vanderlei Luxemburgo entrou em confronto com membros da Mancha Alviverde na noite desta sexta-feira, no aeroporto de Congonhas, local do embarque do time do Palmeiras para o Rio de Janeiro. Cerca de 20 torcedores foram cobrar o treinador, que bateu boca e trocou empurrões.

Há acusação de agressão dos dois lados e a polícia precisou soltar uma bomba para dispersar os torcedores.

O confronto ocorreu por volta de 21h, em frente à escada rolante que dá acesso ao portão de embarque. O técnico chegou ao local antes da delegação. Mas o Palmeiras já sabia, horas antes, que haveria cobrança da torcida. Por isso pediu reforço na segurança ao Grupo de Operações Especiais (GOE).

Aproximadamente 20 homens foram destacados para fazer a cobertura do embarque. Segundo um funcionário da delegacia de Congonhas, "Luxemburgo quis responder aos gritos da torcida e começou o empurra-empurra". Não houve feridos graves. Os protestos continuaram quando o ônibus com os jogadores chegou.

A diretoria da Mancha Alviverde admitiu à Agência Estado que foi cobrar Luxemburgo no Aeroporto de Congonhas. "O Vanderlei não quis falar com a gente, disse que não nos devia satisfação e partiu para a agressão". Ainda segundo o relato da organizada, houve empurra-empurra e agressão por parte dos seguranças do Palmeiras.

Integrantes da Mancha registraram Boletim de Ocorrência contra o treinador. Afirmaram ainda que vão pedir as fitas das câmeras de segurança do Aeroporto. Luxemburgo ainda analisa se vai registrar BO. Também afirma ter sido agredido primeiro. O treinador é criticado no clube, não apenas pela oposição, mas também por conselheiros da situação. Diretores questionam o vice de futebol Gilberto Cipullo sobre o custo-benefício do treinador.

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