Torcedor morreu pelo efeito da coronhada, diz médico

BRASÍLIA - O chefe do departamento de Neurologia do Hospital de Base do Distrito Federal (DF), Dr. Carlos Silveira de Almeida, afirmou nesta quinta-feira que a morte do torcedor são-paulino Nilton César de Jesus foi decorrente da coronhada dada pelo sargento da Polícia Militar do DF José Luiz Carvalho Barreto e não pelo tiro que, acidentalmente, foi disparado pela pistola. ¿Mesmo que não tivesse havido o disparo, ele estaria na mesma situação. A pancada foi muito forte¿, declarou.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Acordo Ortográfico Nilton, de 26 anos, morreu às 10h50 da manhã desta quinta-feira após sofrer três paradas cardiorrespiratórias consecutivas, resultante traumatismo craniano com edema cerebral. Ele foi ferido após tumulto em jogo que decidiu o título do Campeonato Brasileiro de Futebol, no último domingo. Ele viajou de São Paulo para o Gama (DF), onde fica o Estádio do Bezerrão, para assistir à partida. 

O rapaz teve uma fratura no lado esquerdo da nuca que causou uma contusão no cerebelo, levando-o imediatamente a um quadro de coma. Ele também tinha um corte no pescoço que seguia até a orelha. Nos exames, não foi encontrada nenhuma lesão penetrante, nenhuma fuligem no cérebro. O projétil apenas provocou um corte que vai da nuca até a orelha direita, disse Almeida. O rapaz também tinha um galo na cabeça, atribuído pelos médicos, à queda após a coronhada. O impacto não teria afetado o quadro de saúde de Nilton.

De acordo com Dr. Emanuel Cardoso, chefe da Unidade de Terapia Intensiva do hospital, onde o torcedor estava internado desde o último domingo, a família do rapaz autorizou a doação das córneas, uma vez que, ocorrida a parada cardíaca, os outros órgãos ficam impróprios para transplante. Segundo o médico, desde o acidente, a família se manteve tranquila, inclusive quando recebeu a notícia do óbito.

A sub-secretária de atenção à saúde do DF, Tânia Torres Rosa, compareceu ao hospital para externar sentimentos à família e dar um abraço fraterno em nome do secretário de Saúde do DF, Augusto Carvalho. O governador do DF, José Roberto Arruda (DEM), determinou que a Secretaria de Segurança do DF pague todas as despesas dos familiares, inclusive o traslado do corpo até São Paulo.

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